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Hall da Infâmia? Forbes seleciona 10 empreendedores que não deviam estar na lista '30 Under 30'

Revista faz lista anual de empreendedores promissores com menos de 30 anos de idade; agora, ela revela os arrependimentos que surgiram ao longo do caminho

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Forbes: "A lista '30 Under 30' é, por definição, orientada para o futuro, e nem mesmo o Warren Buffet consegue fazer previsões com 100% de acurácia (Taylor Hill/Getty Images)

Forbes: "A lista '30 Under 30' é, por definição, orientada para o futuro, e nem mesmo o Warren Buffet consegue fazer previsões com 100% de acurácia (Taylor Hill/Getty Images)

Há 13 anos, a revista Forbes lança a lista '30 Under 30' com os empreendedores, criadores e estrelas mais promissores com menos de 30 anos de idade. São 30 pessoas em 20 categorias nos Estados Unidos, para um total de 600 homenageados todo ano. Já foram cerca de 10 mil selecionados e cerca de 100 mil vetados na história da publicação. É muita gente para analisar, e a revista admite que já teve alguns arrependimentos ao longo do caminho. Então, eles lançaram nesta terça-feira, 28, uma seleção dos selecionados que deveriam ter sido rejeitados em edições passadas.

"A lista '30 Under 30' é, por definição, orientada para o futuro, e nem mesmo o Warren Buffet consegue fazer previsões com 100% de acurácia. Mas, acreditamos que ele estaria tranquilo com 99.9%", escreveu a Forbes.

Sam Bankman-Fried

Sam Bankman-Fried é o fundador da empresa de criptomoedas FTX. No início de 2022, o valor da FTX era avaliado em US$ 40 bilhões de dólares, enquanto o patrimônio de Sam chegou a US$ 26 bilhões. Parecia que o sucesso estava garantido, até ele se envolver em um escândalo em 2023. Ele foi acusado de desviar bilhões em ativos dos clientes para a empresa irmã da FTX, Alameda Research, a fim de custear prejuízos, doações políticas e outros investimentos. No dia 2 de novembro, ele foi condenado por fraude e conspiração, e pode pegar até 110 anos de cadeia.

Caroline Ellison

Também envolvida no escândalo da FTX, Caroline Ellison é ex-CEO da Alameda Research e ex-namorada de Sam Bankman-Fried. Ela se declarou culpada de fraude eletrônica e conspiração em dezembro de 2022, devido ao seu envolvimento na transferência de fundos dos clientes FTX para cobrir os prejuízos da Alameda. A jovem 'gênia da matemática' virou a casaca durante o julgamento e testemunhou contra Sam para tentar diminuir sua possível sentença de 110 anos de cadeia.

Charlie Javice

Charlie Javice criou a startup Frank por um motivo muito nobre: ajudar estudantes universitários a pagar suas dívidas estudantis. Ela já havia arrecadado US$ 16 milhões para a empresa e conseguiu vendê-la à gigante JPMorgan Chase por US$ 175 milhões, sob promessa que Frank tinha 4.25 milhões de usuários. O problema é que o número de clientes era muito menor que o declarado. Javice será julgada por fraude e conspiração em outubro do ano que vem, mas a empreendedora nega as acusações.

Nate Paul

Com shopping centers e prédios de escritório, Nate Paul estava construíndo um império imobiliário por meio de sua empresa, World Class Capital Group, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão em 2017. Mas, ele foi acusado, em 2023, de mentir para credores, fraude e conspiração. Nate se declarou inocente e o julgamento deve começar em julho do ano que vem.

Martin Shkreli

Martin Shkreli já foi considerado 'o homem mais odiado nos Estados Unidos'. Mas, antes de receber essa alcunha, ele era tido como um prodígio do mundo empresarial. Com vinte e tantos anos, ele criou duas empresas de gestão de ativos focadas na indústria farmacêutica. Após aparecer na lista de Forbes Under 30, ele deu um passo adiante e criou duas empresas farmacêuticas: Retrophin e Turing. Daí, foi só ladeira abaixo.

Martin caiu na infâmia quando aumentou o preço de Daraprim - medicamento essencial usado para combater infecções parasitárias - de US$ 17,50 a dose para US$ 750. O empresário foi preso por fraudar a contabilidade de suas empresas e por tentar manipular as ações da Retrophin. Ele foi solto em 2022 após quatro anos na cadeia, mas outro processo fez ele ser banido do setor farmacêutico e condenado a pagar uma multa de US$ 65 milhões.

Cody Wilson

O passatempo de Cody Wilson durante seu curso de direito na Universidade do Texas era distribuir diagramas que permitiam a impressão 3D de armas de fogo.

As 'armas fantasma' geraram uma enorme controvérsia no meio jurídico, mas, surpreendentemente, não foi por isso que ele ganhou um lugar no Hall da Infâmia. Em 2019, ele foi preso por pagar US$ 500 para ter relações sexuais com uma menina de 16 anos que ele conheceu no site Sugardaddymeet.com. Ele se declarou culpado e foi registrado como agressor sexual.

James O'Keefe

Dono da empresa de mídia conservadora Project Veritas por 13 anos, James O'Keefe foi removido do cargo em fevereiro após reclamações sobre seu estilo de liderança e uso indevido de doações. Em resposta, ele criou outra empresa: O’Keefe Media Group, mas o novo projeto está sendo investigado pela promotoria de Westchester County. O motivo é desconhecido.

Phadria Prendergast

Phadria Prendergast lançou a Women Of The City Magazine para revelar novos talentos do empreendedorismo e entretenimento, contanto que pagassem. Uma investigação da Forbes revelou que a empresária fugiu com US$ 195 mil, pagos por onze clientes. A revista encontrou evidências de que o dinheiro foi transferido para a instituição religiosa SPAC Nation, acusada de ser um culto por ex-membros. Prendergast nega ter fugido com o dinheiro e a SPAC nega ser um culto.

Steph Korey

Mais um exemplo de chefe difícil. Em 2018, Steph Korey era cofundadora e CEO da marca Away, de malas de viagem. A revista The Verge publicou um artigo em 2019 no qual vários funcionários a acusavam de fazer 'bullying' com os colegas e de exigir uma carga de trabalho excessiva. Ela renunciou ao cargo em dezembro, mas, um mês depois, voltou como co-CEO junto de Stuart Haselden, ex-executivo da Lululemon. Em julho de 2020, ela publicou várias críticas à mídia nas redes sociais, que irritaram seus funcionários. A Away anunciou que ela seria removida novamente do carge em 2021.

Lucas Duplan

Lucas Duplan parecia ser um pioneiro da fintech. Em 2014, sua startup de pagamento remoto, Clinkle, arrecadou US$ 30 milhões de investidores renomados, como Richard Branson, Peter Thiel e Andreessen Horowitz. Duplan contratou 70 funcionário e talentos da tecnologia e até comprou um escritório luxuoso em São Francisco. Mas, em menos de um ano, ficou claro que ele não conseguiria entregar o produto prometido. A maioria dos funcionários foram demitidos ou saíram da empresa, até sobrar apenas 30, em 2015. Venmo e Apple Pay entraram no mercado com produtos rivais e acabaram afundando a Clinkle

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