Negócios

Empresas norueguesas controlam ida de funcionários ao banheiro

Estudo mostra que medidas esdrúxulas para monitorar o rendimento dos funcionários são comuns no país

Câmeras de vigilância são muito usadas para monitorar as saídas dos trabalhadores (Getty Images)

Câmeras de vigilância são muito usadas para monitorar as saídas dos trabalhadores (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 1 de dezembro de 2010 às 14h26.

Priorizar nos meus resultados Google
São Paulo - O controle dos trabalhadores em nome da produtividade tem gerado situações embaraçosas na Noruega. Uma pesquisa feita pelo sindicato Parat, do setor industrial, mostrou que três em cada quatro gestores violam a lei aos instituir medidas de monitoramento dos empregados. Uma empresa, cujo nome não foi divulgado, por exemplo, estipulou que todas as funcionárias devem usar uma pulseira vermelha durante o período menstrual. A justificativa é o controle das idas ao banheiro, que, nessa época, se tornam mais frequentes.
 
O levantamento foi realizado por e-mail, entre os dias 6 e 21 de outubro. Foram enviados questionários a 1.153 funcionários e executivos, que, ao todo, renderam 639 respostas. Segundo o sindicato, 66% dos gestores estipularam que os empregados devem pedir um cartão eletrônico para ter acesso aos banheiros. Dois terços das empresas instalaram câmeras de vigilância nesses locais, enquanto que outras optaram por colocar “livros de visita”, para serem assinados pelos funcionários em cada pausa. Tudo isso para verificar se as pessoas estão se ausentando do trabalho além do desejável.
 
Além de exporem os funcionários a situações constrangedoras, tais regras fora do comum, no entanto, violam a legislação do país, que determina que as empresas devem deixar claro o propósito do controle, quais as conseqüências dele e por quanto tempo isso irá durar. No entanto, o relatório mostra que apenas 26% dos entrevistados conhece os propósitos da companhia com tais medidas.
Acompanhe tudo sobre:gestao-de-negociosGestão de pessoasprodutividade-no-trabalhoDireitosRecursos humanos (RH)

Mais de Negócios

A distribuidora de R$ 700 milhões que aposta em perfumes e skincare coreano para chegar ao bilhão

Formado em medicina, ele trocou o consultório para criar negócio que faz R$ 8 milhões ao ano

De office boy a dono de 474 farmácias: eles criaram um império de R$ 3,7 bilhões no Paraná

Como esta rede que já faturou R$ 1,6 bilhão e teve 96 supermercados por São Paulo faliu