Negócios

Em crise, Livraria Saraiva fecha 20 lojas

Saraiva e a Cultura são protagonistas por uma das piores crises do mercado editorial brasileiro

Saraiva: nesta segunda-feira, 29, livraria está fechando 20 lojas espalhadas pelo Brasil (Wikimedia Commons/Reprodução)

Saraiva: nesta segunda-feira, 29, livraria está fechando 20 lojas espalhadas pelo Brasil (Wikimedia Commons/Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de outubro de 2018 às 10h27.

Depois de a Livraria Cultura entrar com pedido de recuperação judicial, agora foi a vez de a rede Saraiva tomar uma medida mais drástica. Nesta segunda-feira, 29, ela está fechando 20 lojas espalhadas pelo Brasil. A empresa não confirma a relação das livrarias fechadas, mas segundo fontes do mercado, estão entre elas as lojas de Londrina, Santos (Avenida Ana Costa), Campinas (Galeria Shopping), Alphaville, Tamboré, Granja Viana, Mogi das Cruzes e dos shoppings Anália Franco, West Plaza e Plaza Sul.

Em comunicado enviado à coluna, a Saraiva disse que vem tomado "medidas voltadas à evolução da operação e perenidade do negócio". Isso inclui o fechamento das 20 lojas e o fortalecimento do seu e-commerce, que hoje representa, segundo a empresa, 38,4% do negócio. A rede tem, no momento, 84 livrarias.

A Saraiva e a Cultura são protagonistas (e também responsáveis) por uma das piores crises do mercado editorial brasileiro. Nos últimos meses, não estão conseguindo liquidar o pagamento para seus fornecedores - agravando ainda mais a situação das editoras. Ao mesmo tempo, livrarias como a Martins Fontes e as redes Leitura, Livrarias Curitiba, Travessa e Vila, mais conservadoras em sua gestão, está conseguindo passar um pouco mais tranquilamente pela atual crise.

Acompanhe tudo sobre:SaraivaLivraria Cultura

Mais de Negócios

Praia há 25 anos sem lançamentos entra na rota dos imóveis em Floripa

Uma crítica de bilhões: como essa empresa mudou de estratégia e virou líder em pagamentos digitais

Como essa empresa investe em jovens talentos para manter um negócio de US$ 6 bilhões

Ela vendia plantas no quintal, agora fatura até US$ 10 mil por live — e não está sozinha