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Eletrobras discute colocar ativos de Furnas à venda

Superintendente disse que o grupo Eletrobras tem problemas financeiros, mas a situação de Furnas é estável após receber R$ 14 bi em indenizações


	Furnas: superintendente disse que o grupo Eletrobras tem problemas financeiros, mas a situação de Furnas é estável após receber R$ 14 bi em indenizações
 (Paulo Whitaker/Reuters)

Furnas: superintendente disse que o grupo Eletrobras tem problemas financeiros, mas a situação de Furnas é estável após receber R$ 14 bi em indenizações (Paulo Whitaker/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 19 de setembro de 2016 às 18h25.

Furnas será envolvida na estratégia de venda de ativos do grupo Eletrobras, disse Luiz Eduardo Moreira, superintendente de novos negócios de Furnas, em evento em São Paulo.

Segundo ele, ativos específicos já em operação devem ser colocados à venda. A decisão ainda está em discussão na holding.

Os principais compradores do mercado hoje são empresas chinesas e a Brookfield, afirmou Moreira. No início deste mês a chinesa State Grid assinou acordo com Camargo Corrêa para comprar 23,6% do capital da CPFL Energia.

China Three Gorges, State Grid e Brookfield Asset Management estão entre os interessados que apresentaram ofertas pelo controle da hidrelétrica Santo Antônio Energia, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

O grupo Eletrobras tem problemas financeiros, afirmou ainda Moreira, mas situação de Furnas é estável, após receber R$ 14 bilhões em indenizações.

Um estudo sobre IPO de Furnas elaborado na gestão anterior foi entregue ao novo presidente da Eletrobras, que ainda não se manifestou sobre o assunto, segundo o executivo.

A ideia seria fazer o IPO de até 30% de Furnas. Em junho, a Eletrobras disse em comunicado ao mercado que qualquer avaliação que porventura existisse sobre a operação seria preliminar e inicial, e não havia, naquele momento, qualquer autorização governamental para o eventual IPO.

Furnas tenta na Aneel postergar por um ano a data de entrada em operação de parques eólicos cuja construção atrasou pelo pedido de recuperação judicial da fornecedora de turbinas Impsa.

O processo de licitação para novo fornecedor de turbinas para os parques eólicos deve ser concluído no primeiro trimestre do ano que vem, disse o executivo.

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