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Uma empresa de Blumenau, em Santa Catarina, é conhecida como a maior fabricante de cortinas da América Latina e vendeu mais de 5 milhões de cortinas no ano passado. Neste ano, Bella & Co deve registrar um faturamento de R$ 340 milhões, crescimento de cerca de 8% em relação aos números do ano passado. 

As cortinas respondem por mais de 80% dos resultados, mas outros produtos que entraram no radar nos últimos anos começam a trazer resultados. Nos últimos anos, a companhia passou a oferecer:

  • Itens decorativos, como capas de almofadas, mantas e capas de cadeira, com a marca Vitalícia;
  • Tapetes, com a Tapecol, adquirida em 2020
  • Tecidos, com a Vogue Concept, também nova na casa
  • A diversificação levou à criação do grupo Bella & CO, antes conhecido pelo nome da marca principal, a Bella Janela. 

Por trás dos números, está uma história de empreendedorismo que começou há quase 40 anos com Roberto Baby.  O empresário começou a carreira em 1989 como preposto de representante comercial de uma empresa de tecidos para cortinas - em bom português, estava no fim da cadeia de negócios.

Quatro anos depois, criou a própria loja para vender tecidos, um movimento que o levou a perceber a dinâmica do mercado e enxergar uma nova oportunidade. 

“Nós observamos que chegava em determinados períodos, como o trabalho era muito artesanal, essas profissionais não davam conta de atender o mercado. Chegava no período de agosto, muitas vezes em julho, e elas já não pegavam mais pedidos para entregar no final do ano”, afirma Baby. Assim nasceu a empresa, nos últimos anos do século passado. 

A ideia era se diferenciar da concorrência, oferecendo produtos com maior valor agregado. O que ajudou a construir a imagem da Bella foi o investimento em modelos do tipo blackout, produtos que bloqueiam a entrada de luz nos ambientes.

“Essa cortina caiu no gosto, principalmente do sudeste, nas regiões do Espírito Santo, Rio de Janeiro e litorânea porque tem a questão de o sol pegar muito cedo nas casas. Isso nos possibilitou abrir toda a clientela no nível país”, afirma.

Com preços acessíveis, as cortinas da Bella entraram no portfólio das principais varejistas de casa e decoração como Pernambucanas, Havan, Leroy Merlin e Lojas Torra. Hoje, possui na catálogo de produtos mais de 2.500 modelos. O tíquete médio dos produtos desenvolvidos pela companhia é de 200 reais e dialogam com públicos nas classes B e C.

Qual a estratégia para o crescimento do negócio

Para escalar o negócio, a empresa investiu na terceirização da produção, utilizando as estruturas de confecções na região, conhecida como um dos pólos produtivos do país. Os fornecedores parceiros chegaram a responder por 80% de toda a produção de cortinas.

A estratégia permitiu a expansão sem a necessidade de altos investimentos em times e fábricas e ainda fazer frente à competição com o mercado asiático. Com o crescimento da demanda, o empresário decidiu repaginar o modelo de negócio.

Desde 2014, colocou em curso um processo para diminuir a terceirização e trazer as coisas para dentro de casa. Atualmente, 85% das peças são produzidas em quatro fábricas do grupo, duas em Blumenau, uma Lages e outra em Anita Garibaldi, todas cidades de Santa Catarina. 

Por que a empresa optou por reformular o negócio

A mudança procurou equacionar um desconforto em relação à padronização das peças e ainda aumentar os níveis de produtividade, a partir da adoção da aquisição de novas tecnologias de automação.

Com a operação internalizada, a Bella & Co pode reunir todos os equipamentos nos mesmos lugares, algo impensável com uma estrutura terceirizada, e processos feitos manualmente como cortes de grandes volumes de tecidos, costuras e acabamentos passaram a ser realizados por novos maquinários.

“O que muda? Nós tínhamos 1.000 pessoas no processo, 800 na costura e 200 produzindo cortina, fazendo 150 mil peças por mês. Hoje, nós temos 200 na costura e 800 fazendo acabamento, produzindo de  450 a 500 mil peças por mês. Nós triplicamos a produção com o mesmo número de pessoas”, afirma. 

Quais são os próximos passos do negócio

A transformação, segundo o empresário, permitiu à companhia continuar batendo de frente com a competição asiática.“Seria muito mais fácil importar, mas não seria tão prazeroso”, diz o executivo, orgulhoso do que tem construído e prestes a fazer novos movimentos. 

Nos próximos meses, ele vai lançar uma divisão de produção de persianas para ampliar a diversificação do negócio e a atuação em áreas complementares. A unidade vai receber investimentos de R$ 4 milhões e deve ficar sob o guarda-chuva da Vogue Concept, marca para a qual o grupo ainda está definindo o posicionamento. 

A expectativa é de que os novos setores ajudem a acelerar a expansão em 2024 e respondam por 20% de todo o negócio. Ou seja, dos R$ 400 milhões projetados, R$ 80 milhões viriam das novas marcas da família.

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