CVC tem prejuízo de R$ 252 mi, quase sem vender viagens no 2° trimestre

Com paralisação do turismo, as receitas para as operações no Brasil e Argentina da operadora de viagens foram de 3 milhões de reais, queda de 99,4%

Com vendas e embarques interrompidos por meses, a CVC viu a receita praticamente desaparecer no segundo trimestre do ano. Assim como outras empresas do setor de turismo, a CVC sofreu com redução de 91,6% na malha aérea, fechamento de fronteiras e redução na ocupação permitida em hotéis.

Com isso, as receitas para as operações no Brasil e Argentina foram de 3 milhões de reais, queda de 99,4% - ou seja, quase zeraram.  No ano anterior, a receita foi de 529,4 milhões de reais. A margem líquida ficou em 1,2%, de 12,1% um ano antes, conforme dados pro forma.

No Brasil, as reservas confirmadas caíram 95,5% no segundo trimestre, chegando a apenas 176,5 milhões de reais. Com as operações em toda a América Latina, incluindo na Argentina, as reservas chegaram a 252,2 milhões de reais no trimestre, queda de 94,7%.

“Nos meses de abril, maio e junho de 2020, as vendas novas foram próximas a zero, mas vêm crescendo consistentemente desde o início do mês de julho de 2020”, escreve a operadora de viagens na divulgação de resultados. Ao final de setembro, as vendas estavam próximas de 37% em relação ao mesmo período do ano passado, com o segmento de lazer doméstico com recuperação de 65% das vendas.

O prejuízo líquido foi de 252,1 milhões de reais no segundo trimestre e de 1,4 bilhão de reais nos seis primeiros meses do ano. A CVC divulgou os resultados do seu segundo trimestre com atraso, já que uma investigação sobre erros contábeis em seu balanço a levaram a postergar a apresentação dos resultados do ano. Os resultados do terceiro trimestre devem ser divulgados no dia 12 de novembro. 

Reforço de caixa

A CVC gerou caixa de 916,1 milhões de reais nos primeiros seis meses do ano. No mesmo período do ano passado, a geração de caixa tinha sido de 119,4 milhões de reais. A posição de caixa da empresa, em 15 de outubro, era de 1,6 bilhão de reais.

Para se fortalecer e evitar um colapso de seu balanço, a operadora de turismo precisou agir rápido. A CVC renegociou uma dívida com o Citibank, com prorrogação de prazo e aumento da dívida para 13 milhões de dólares e levantou 301,7 milhões de reais em capital em agosto. 

Além disso, a empresa trabalhou para cortar todos os custos possíveis. Reduziu o salário da administração e do conselho pela metade, cortou a jornada dos colaboradores, postergou investimentos não prioritários e suspendeu todos os gastos em marketing. Os custos mensais chegaram a 52 milhões de reais no segundo trimestre do ano. 

Ainda há uma parcela de 600 milhões de reais em dívida a vencer em novembro de 2020. A empresa está avaliando alternativas, como captação de mais recursos no mercado ou rolagem da dívida para prazos mais longos.

Para a companhia, o pior já passou. "O terceiro trimestre já apresenta significativos e consistentes sinais de retomada, e acreditamos que a disciplina na preservação de nossa posição financeira, nossa proatividade para implantar ações eficazes para nos adequarmos a nova realidade do mercado", escreve a CVC na divulgação dos resultados.

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