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Companhia aérea Iberia vive a maior greve em sua história

Nesta segunda-feira, foram cancelados 236 voos, dos quais 81 correspondem à Iberia, 20 à Iberia Express, 78 à Vueling, e 57 à Air Nostrum

Trabalhadores da companhia aérea espanhola Iberia protestam do lado de fora da Feira Internacional de Turismo (FITUR), em Madrid  (REUTERS / Juan Medina)

Trabalhadores da companhia aérea espanhola Iberia protestam do lado de fora da Feira Internacional de Turismo (FITUR), em Madrid (REUTERS / Juan Medina)

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Da Redação

Publicado em 18 de fevereiro de 2013 às 06h15.

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Madri - Os 20 mil trabalhadores da companhia aérea espanhola Iberia foram convocados a partir de hoje e até sexta-feira 22 de fevereiro para a maior greve na história da companhia, com cinco dias de paralização.

Além disso, é só o início de algumas mobilizações que se estendem até março, com mais dois novos rodízios de cinco dias de greve.

A greve, aderida tanto pelos funcionários de voo como de terra da Iberia, afetará também algumas das 120 companhias às quais presta serviços de assistência em terra (handling), entre as quais as mais prejudicadas são as de seu próprio grupo: Iberia Express, Vueling e Air Nostrum.

No total, o grupo deixará em terra durante estes cinco dias de interrupções mais de 1.220 voos, dos quais 415 correspondem à Iberia (39% dos 1.062 programados); 354 da Vueling (29% do total); 357 da Air Nostrum, e 96 da Iberia Express (30%).

Só hoje foram cancelados 236 voos, dos quais 81 correspondem à Iberia, 20 à Iberia Express, 78 à Vueling, e 57 à Air Nostrum.

Também serão alteradas as programações de companhias estrangeiras, como por exemplo da alemã Lufthansa, que informou a seus clientes que a greve pode dar lugar a irregularidades em seu voos de e para Bilbao, mas também em outras rotas para e de volta da Espanha.


No entanto, a Iberia conseguiu realocar em voos alternativos a maioria dos passageiros afetados, cerca de 60 mil de um total de 70 mil, ou seja, 85%, nesta primeira semana.

A greve foi convocada pelos sindicatos dos trabalhadores de terra e dos tripulantes de cabine de passageiros que representam 93% do pessoal, 'em defesa da integridade e viabilidade de uma empresa histórica do setor aéreo espanhol que podendo ser competitiva será, finalmente, desmantelada'.

Segundo as organizações sindicais, isso ocorrerá se for aplicado o plano de transformação da companhia, anunciado no dia 9 de novembro do ano passado e que inclui 3.807 demissões, 19% do total do pessoal.

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