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Bertin desiste de participar de Belo Monte como autoprodutor

Braço do grupo para o setor energético vai focar a entrega de usinas térmicas

Rio Xingu, onde será construída a usina de Belo Monte: Bertin abre mão do projeto (VEJA)

Rio Xingu, onde será construída a usina de Belo Monte: Bertin abre mão do projeto (VEJA)

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Da Redação

Publicado em 16 de fevereiro de 2011 às 17h18.

São Paulo - O Grupo Bertin não vai mais participar da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. A decisão foi tomada na manhã desta quarta-feira (16/2), e põe um fim às especulações sobre o futuro do Bertin no consórcio Norte Energia, liderado pela Eletrobrás e responsável por Belo Monte.

A decisão do Bertin afeta especificamente a Gaia Energia, sua subsidiária para o setor energético. A Gaia detinha 9% do consórcio de Belo Monte. Seu papel na parceria era o de autoprodutor, isto é, uma empresa que assumiria o compromisso de consumir parte da energia gerada pela usina.

O Bertin não precisará pagar nenhuma multa para deixar o consórcio de Belo Monte, segundo o grupo. Isto porque a opção de se recusar a participar do projeto já estaria prevista no contrato com os parceiros. O Bertin continuará no consórcio por meio de outra subsidiária, a Contern Construtora, que atuará nas obras da hidrelétrica.

Segundo o mercado, a Gaia vinha encontrando dificuldades para aportar as garantias exigidas para a sua participação no empreendimento - algo próximo a 2 bilhões de reais. O Bertin nega que o consórcio tenha cobrado garantias, e que sua saída se relacione à falta de capacidade de apresentá-las. “Essas garantias sequer foram solicitadas. Não é o tempo de aportar garantias”, afirmou a EXAME.com José Malta, diretor-presidente da Bertin Energia.

Segundo o Bertin, abrir mão de Belo Monte foi uma decisão estratégica, que permitirá ao grupo focar a construção das sete termelétricas que faltam ser entregues, do pacote de nove usinas que conquistou em leilão em 2008. Além disso, o grupo comprou três térmicas no Nordeste (José de Alencar, Maracaúna e Borborema) que deveriam entrar em operação no ano passado. “Acreditamos na viabilidade de Belo Monte, mas queremos focar recursos nas térmicas”, afirmou Malta.

O executivo não soube informar que empresa pode ocupar o lugar da Gaia Energia no consórcio de Belo Monte, no papel de autoprodutor.

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