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AT&T diz que contratar advogado de Trump foi um grande erro

O CEO do operador de telecomunicações disse que foi um erro indicar o advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, como consultor político da AT&T

AT&T: a empresa confirmou ter pago 600 mil dólares a Cohen, que é investigado por receber dinheiro de empresas (Leah Millis/Reuters)

AT&T: a empresa confirmou ter pago 600 mil dólares a Cohen, que é investigado por receber dinheiro de empresas (Leah Millis/Reuters)

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AFP

Publicado em 11 de maio de 2018 às 13h39.

O CEO do operador de telecomunicações AT&T, Randall Stephenson, disse nesta sexta-feira (11) que foi um "grande erro" contratar o advogado pessoal de Donald Trump, Michael Cohen, como consultor após a eleição presidencial.

Em carta a seus funcionários, Stephenson foi claro: "Não há outra forma de dizer. A contratação pela AT&T de Michael Cohen como consultor político foi um grande erro".

"Tudo o que fizemos esteve apegado à lei e totalmente legítimo. Mas o fato é que nossa associação passada com Cohen foi um sério erro de julgamento. Nesse sentido, nossa equipe de veto em Washington claramente falhou, e assumo a responsabilidade por isso", disse.

A AT&T reconheceu recentemente ter pago 600 mil dólares a Cohen, que está no meio de investigações por aceitar pagamentos de empresas e outras instâncias que buscavam ter acesso à Casa Branca, assim como por fazer um pagamento de 130 mil dólares à estrela pornô Stormy Daniels para que não falasse sobre um suposto caso com Trump.

Stephenson também informou que o responsável jurídico da empresa, Bob Quinn, deixará o cargo após o escândalo.

A AT&T reconheceu na terça-feira que contratou Cohen no início de 2017. A empresa quer adquirir o grupo midiático Time Warner, uma operação que o governo americano é contra.

Em um comunicado, o grupo disse, porém, que seu "contrato com Cohen se limitava expressamente a fornecer serviços de consultoria e aconselhamento, e não permitia ao advogado fazer lobby por nós sem que fôssemos notificados (o que nunca ocorreu)".

"Não pedimos a ele que coordenasse reuniões para nós com ninguém no governo e tampouco ele ofereceu fazer isso", completa a nota.

 

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