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O "Rock in Rio" das startups, por Miguel Lannes Fernandes, CTO da Witseed

Em artigo, um dos fundadores da empresa de educação corporativa Witseed, hoje parte da EXAME, compara a experiência do Web Summit no Rio de Janeiro e em Lisboa

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Palco do Web Summit Rio: passo importante para colocar a capital fluminense no mapa da inovação (Web Summit/Divulgação)

Palco do Web Summit Rio: passo importante para colocar a capital fluminense no mapa da inovação (Web Summit/Divulgação)

Do alto do avião dá para ver bem os prédios misturados com as montanhas. Essas pedras gigantescas e o Cristo Redentor em cima de uma delas, de braços abertos. Lembro logo da música do Tom Jobim. 

Desde que me mudei do Rio de Janeiro para Lisboa passei a me impressionar muito mais com essa sua característica única de juntar urbanidade com natureza. 

Você está percorrendo o meio de uma avenida principal e, do nada, bum! Se depara com uma paisagem deslumbrante da pedra, do pôr do sol, da praia e da lagoa. Nunca vi isso em nenhum outro lugar do mundo.

Fila para o credenciamento no primeiro dia do Web Summit Rio: Rio de Janeiro com suas curvas ao fundo (Miguel Fernandes/Divulgação)

Onde estão as semelhanças entre Rio e Lisboa

Como um veterano do Web Summit em Lisboa, fico muito feliz em ver esse grande evento acontecendo, agora, na cidade onde passei boa parte da minha vida: o Rio de Janeiro! E apesar de estar cada vez mais encantado com São Paulo, acho o Rio a cara do Web Summit.

Meus colegas portugueses dizem que importaram o Rock in Rio para Portugal, e agora nós é que estamos a importar o Web Summit, tradicionalmente realizado em Lisboa, para o Brasil.

Hector Gusmão e toda a equipe da Bolder (antiga fábrica de startups) merecem honras por terem conseguido realizar isso.

Vejo mesmo muitas semelhanças entre Rio e Lisboa, as duas cidades têm essa vibe meio Web Summit, ambiente com muita diversidade, e esse mix urbano com natureza. 

O próprio clima e a hospitalidade são características que Lisboa e Rio têm em comum.

O que o Rio pode aprender com Lisboa

Mas é nas diferenças entre as cidades que estão os maiores desafios do Web Summit no Rio. 

Uma delas é a logística. O Rio é enorme – são 6 milhões de pessoas ante menos de 1 milhão na capital portuguesa –, e tem um sistema de trânsito muito mais caótico que Lisboa. 

Por exemplo, o próprio Web Summit acontecerá no Riocentro, um local distante das zonas turísticas e do aeroporto, tornando a locomoção dos participantes mais difícil, sobretudo para aqueles que são de fora e não conhecem bem a cidade.

Ouvi vários relatos de pessoas com dificuldade nesse sentido, até porque uma das melhores partes desse festival das startups são os chamados side events, encontros temáticos informais que acontecem espalhados pela cidade. 

Se em Lisboa foram 10 minutos entre sair do centro principal até o side event mais próximo, no Rio foi mais de 1 hora entre o Riocentro e a Hashtown, local onde rolou um evento incrível patrocinado pelo fundo de criptomoedas Hashdex. 

Lançamento do The Club, na Hashtown: "side events" movimentam o Rio de Janeiro nos dias de Web Summit (Miguel Fernandes/Divulgação)

Além de conhecer o cripto kitchen, primeiro restaurante cripto friendly da cidade, conheci a mais nova obra do artista yaak, famoso por coleções de arte NFT. Trata-se da coleção “What if…” que mistura características de pessoas famosas nacionalmente e internacionalmente criando desenhos como esse, juntando o Senna e o Gaudi numa imagem gerada por inteligência artificial. 

Quais são as expectativas com o evento

Minhas expectativas para o Web Summit ser um grande evento são altas, principalmente pelas pessoas que estarão presentes nele, grandes nomes do empreendedorismo nacional e internacional estarão por lá a partir do dia 2 de maio.

Fiquei hoje na porta do credenciamento admirando os empreendedores e empreendedoras conversando animados sobre suas ideias, me puxaram para conversar na fila, falei dos meus negócios, ouvi sobre o dos outros. Um clima de colaboração contagiante.

Credenciamento do Web Summit Rio: nos 30 minutos que demorei para fazer o credenciamento, conversei com uruguaios, argentinos, chilenos, alemães (Miguel Fernandes/Divulgação)

Gente do Brasil todo veio. Pessoas do mundo todo, especialmente da América Latina. Nos 30 minutos que demorei para fazer credenciamento, muito bem organizado por sinal, conversei com uruguaios, argentinos, chilenos, alemães. E isso foi só no primeiro dia.

Notei também uma grande comunidade de brasileiros expatriados, como eu, que vieram dos vários cantos do mundo para essa grande celebração das startups no Brasil. 

Paddy Cosgrave, fundador e CEO do Web Summit disse logo na abertura que essa é a ambição: ser o maior evento de inovação e tecnologia da América Latina.

O que é possível melhorar

A noite de abertura teve problemas com o som e uma lotação inesperada do local – a organização chegou a fechar as portas para a entrada de mais pessoas. Eles não esperavam tanta gente nesse primeiro dia.

Ouvi pessoas reclamando das palestras serem em inglês e até o Luciano Huck pareceu desconfortável de não poder falar em português com um público majoritariamente brasileiro que estava prestigiando essa abertura.

O Web Summit Lisboa ajudou a capital portuguesa a se tornar um grande polo de empreendedorismo na Europa. Torço que consiga fazer isso com o Rio também. A contar com os grandes nomes que tive o meu prazer de encontrar ontem, vai ser um sucesso. As melhores mentes do Brasil reunidas no Rio para pensar o futuro. Tem tudo para dar certo.

Espero que o ensaio de hoje seja bem aproveitado e que a organização faça como as startups: aprenda rápido com os erros, resolva os problemas e proporcione uma experiência memorável, a altura do Web Summit e do Rio, para todos que vieram celebrar a inovação na cidade.

A capital do Carnaval está aprendendo a dançar um novo samba. O Web Summit abre alas para que muitas startups possam passar – e ficar.

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