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Após estudo, ArcelorMittal desloca famílias de área de barragem

A siderúrgica realizou uma evacuação preventiva em fevereiro deste ano e agora ampliou a área de segurança; é a única barragem à montante da empresa

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Bobinas de aço em uma siderúrgica da ArcelorMittal em Serra, no Espírito Santo (Rich Press/Bloomberg/Bloomberg)

Bobinas de aço em uma siderúrgica da ArcelorMittal em Serra, no Espírito Santo (Rich Press/Bloomberg/Bloomberg)

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Karin Salomão

Publicado em 4 de julho de 2019 às, 15h07.

A siderúrgica ArcelorMittal irá deslocar 23 famílias de duas comunidades na cidade de Itatiaiuçu, Minas Gerais, a 70 quilômetros de Belo Horizonte, depois de estudos mais conservadores sobre a segurança de uma barragem. Os moradores foram preventivamente transferidos para acomodações temporárias.

A barragem de rejeitos da Mina de Serra Azul, que é montante, mesmo modelo das barragens da Vale que desabaram em Mariana e Brumadinho, está desativada desde 2012. Atualmente a mina trabalha apenas com rejeitos secos, descartados pelas metodologias de empilhamento a seco e em cava. 

Depois de estudos e análises sobre a segurança da mina, a siderúrgica realizou uma evacuação preventiva em fevereiro deste ano, "após os incidentes ocorridos no setor de mineração brasileiro", escreveu a empresa em comunicado. Em janeiro, uma barragem da Vale em Brumadinho rompeu, causando a morte de 247 pessoas e 23 desaparecimentos. 

Desde então, a ArcelorMittal aumentou as análises de segurança de sua barragem à montante, para incluir medidas adicionais, como monitoramento de vídeo 24 horas por dia, monitoramento sísmico e por radar, entre outros. "É importante destacar que não houve nenhuma alteração no nível de emergência da barragem, que permanece no nível 2", afirma a companhia.

A mina tem reservas com capacidade produtiva de mais de 500 mil toneladas por ano de minério de ferro granulado. Além da Mina Serra Azul, a companhia possui ainda a Mina do Andrade, em Bela Vista de Minas, com capacidade de 3,5 milhões de toneladas por ano de sinter feed, ou seja, aglomerado de minério de ferro.

A companhia, uma das maiores produtoras de aço do mundo, teve receita operacional de 31,2 bilhões de reais no Brasil em 2018, com lucro de 2,4 bilhões de reais. A divisão de mineração no Brasil extraiu 2,8 milhões de toneladas de minério de ferro, gerando Ebitda, ou lucro antes de impostos e taxas, de 56 milhões de reais. 

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