Negócios

Alibaba minimiza impacto de multa bilionária por práticas antimonopólio

Símbolo do sucesso da China na economia digital, o Alibaba foi investigado pelas autoridades desde dezembro por "suspeita de práticas monopolistas"

Alibaba: o grupo se comprometeu a reduzir seus custos operacionais para os comerciantes em suas plataformas (Aly Song/Reuters)

Alibaba: o grupo se comprometeu a reduzir seus custos operacionais para os comerciantes em suas plataformas (Aly Song/Reuters)

A

AFP

Publicado em 12 de abril de 2021 às 10h23.

Última atualização em 13 de abril de 2021 às 10h09.

O gigante chinês do comércio eletrônico Alibaba minimizou, nesta segunda-feira (12), as consequências da multa de US$ 2,78 bilhões recebida por abuso de posição dominante, enquanto suas ações subiam na Bolsa de Valores de Hong Kong.

Símbolo do sucesso da China na economia digital, o Alibaba foi investigado pelas autoridades desde dezembro por "suspeita de práticas monopolistas".

No sábado (10), a autoridade reguladora determinou que o grupo fundado pelo carismático bilionário Jack Ma cometeu uma infração e lhe impôs uma multa multimilionária.

O Alibaba foi acusado de exigir exclusividade dos comerciantes que desejam vender seus produtos em suas plataformas, em detrimento dos sites de comércio eletrônico concorrentes.

Em resposta, o grupo se comprometeu a reduzir seus custos operacionais para os comerciantes em suas plataformas.

"Aceitamos sinceramente esta sanção e iremos cumpri-la", disse o vice-presidente executivo do grupo, Joe Tsai, em uma teleconferência.

"Nos beneficiamos do bom assessoramento (dos reguladores) sobre alguns temas específicos da legislação antitruste (...) Estamos felizes de poder seguir adiante", disse Tsai.

A multa de 18,2 bilhões de iuanes (US$ 2,78 bilhões) representa 4% da receita do Alibaba em 2019, que foi de 455,7 bilhões de iuanes (US$ 69,47 bilhões).

A multa "não terá consequências negativas" nos negócios do Alibaba, garantiu seu CEO, Daniel Zhang, aos investidores.

Aparentemente, essa declaração tranquilizou os investidores e provocou uma alta de 9% no preço das ações na Bolsa de valores de Hong Kong, nesta segunda.

No entanto, as medidas que o Alibaba terá de tomar para cumprir as instruções dos reguladores "provavelmente limitarão o crescimento" de sua receita e pesarão sobre seus lucros, disse a agência de classificação americana Moody's em uma nota.

Jack Ma se aposentou oficialmente do Alibaba em 2019, mas continua sendo um grande acionista e está na mira das autoridades há vários meses.

Em 2021, com a pressão crescente do governo chinês, o bilionário Jack Ma ficou desaparecido por três meses - o que gerou especulações no mundo inteiro a respeito do que teria acontecido ao empresário. Ele reapareceu em um vídeo publicado em uma rede social chinesa.

Em novembro de 2020, os reguladores chineses impediram uma Oferta Pública Inicial (IPO) de US$ 34 bilhões do Ant Group, filial de pagamento eletrônico do Alibaba.

Preocupada com sua influência, a autoridade reguladora forçou o Alibaba a se desfazer de ativos no setor de mídia, informou The Wall Street Journal (WSJ) no mês passado.

Acompanhe tudo sobre:AlibabaAntitrustebolsas-de-valoresEmpresas chinesasEXAME-no-InstagramHong KongJack Ma

Mais de Negócios

Após cair 10% em maio, PMEs gaúchas voltam a crescer em junho e começam a se recuperar da enchente

Na febre das corridas de ruas, ele faz R$ 4,5 milhões com corridas em shoppings e até em aeroportos

Metodologia: como o ranking Negócios em Expansão classifica as empresas vencedoras

Cacau Show, Chilli Beans e mais: 10 franquias no modelo de contêiner a partir de R$ 30 mil

Mais na Exame