Além de iFood e Rappi: Burger King testa aplicativo de delivery próprio

Já são 400 lojas com delivery, em diversas plataformas, de mais de 900 no país; rede também investe em totens de autoatendimento e em serviços no aplicativo

Com aumento de 300% no delivery no primeiro trimestre do ano, o Burger King Brasil está testando novas tecnologias e modalidades de entrega. Uma das novidades é o delivery por meio de aplicativo próprio, ainda em teste em algumas unidades.

A rede americana de fast-food começou a operar com o delivery apenas pelo aplicativo Uber Eats. Com o início da pandemia, firmou parceria com o iFood e Rappi. A logística de entrega é feita com uma empresa parceira — o Burger King não divulga qual.

Já são 400 lojas trabalhando com delivery, em diversas plataformas, do total de mais de 900 no país. “Em um raio de poucos quilômetros, conseguimos atender o Brasil todo com 400 lojas”, diz Ariel Grunkraut, vice-presidente de vendas e marketing.

Com tecnologia, a rede quer reduzir as chances de contaminação pelo coronavírus — e diminuir o contato entre funcionários e consumidores.

Cerca de 150 lojas já possuem um totem de autoatendimento, também para reduzir a interação e deixar o serviço mais rápido e ágil. Até o fim do ano, cerca de 200 lojas devem contar com o serviço.

A empresa também investiu para trocar suas maquininhas de cartão para possibilitar pagamento por aproximação. Também disponibilizou pagamento por código QR, por meio do aplicativo Mercado Pago, em algumas unidades. 

Parte das iniciativas passa pelo aplicativo próprio, que tem 24 milhões de downloads e 4 milhões de usuários únicos mensais. Pelo aplicativo, é possível pedir e pagar pelos hambúrgueres, sem pegar fila. Lançada há um ano, a funcionalidade chamada de BK Express já está presente em todas as lojas.

A empresa também testa um “fura fila” para o seu drive-thru. É possível fazer o pedido pelo aplicativo, sem a necessidade de entrar na fila de carros, e aguardar a entrega do pedido no estacionamento — sem a necessidade de falar com nenhum atendente. 

Prejuízo e otimismo

As iniciativas tecnológicas buscam reverter o impacto da pandemia e o prejuízo no primeiro trimestre do ano. No acumulado de janeiro a março, houve queda de 2,4% na receita líquida, para 649 milhões de reais, e um prejuízo de quase 56 milhões de reais, ante lucro de 3,1 milhões, em igual período de 2019.

Pior ainda: houve queima de quase 174 milhões de reais no fluxo de caixa, comparado a um consumo de recursos de 58 milhões no primeiro trimestre do ano passado. No fechamento de março, de acordo com o balanço patrimonial consolidado, a empresa tinha em caixa e aplicações 468 milhões de reais, para um total de 691,5 milhões de reais em compromissos financeiros.

Mesmo assim, o Burger King acredita que irá sair fortalecido da pandemia do novo coronavírus. A rede fez o IPO de sua operação brasileira no ano passado e realizou mais duas captações no mercado desde então, por isso está com caixa não apenas para sobreviver à pandemia mas também para investir em tecnologia e em expansão.

Na retomada, os restaurantes de fast-food podem ter vantagem sob os estabelecimentos tradicionais, acredita Grunkraut. Sem garçons, pratos ou talheres, o serviço rápido pode deixar os consumidores mais à vontade. Há ainda placas de acrílico em todos os caixas e sinalização de distanciamento nas filas.

O mesmo não acontece com bares e restaurantes menores, um dos setores que mais sofreram com a pandemia. Segundo o diretor, as grandes redes de restaurantes, incluindo fast-food, representam apenas 10% do total de vendas no Brasil, enquanto nos Estados Unidos e Europa a fatia é bem maior. Assim, o BK acredita que pode ganhar mercado.

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