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Washington sanciona dois norte-coreanos por programa de mísseis

A medida é uma reação ao lançamento no final de novembro de um míssil balístico de longo alcance, que seria capaz de atingir qualquer ponto dos EUA

Estados Unidos (Jupiterimages/Thinkstock)

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EFE

Publicado em 26 de dezembro de 2017 às 18h59.

Última atualização em 26 de dezembro de 2017 às 19h04.

Washington, 26 dez (EFE).- Os Estados Unidos sancionaram nesta terça-feira dois funcionários da alta cúpula do governo norte-coreano envolvidos no programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte e que estão em uma "lista negra" incluída nas sanções aprovadas pela ONU na última sexta-feira.

A medida é uma resposta ao programa "ilegal de desenvolvimento de armas de destruição em massa da Coreia do Norte e seus meios de lançamento em contínua violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", afirmou o Departamento do Tesouro americano em comunicado.

Os afetados são dois "líderes essenciais" do programa armamentista norte-coreano: Kim Jong Sik, subdiretor do Departamento de Indústria Militar do Partido dos Trabalhadores da Coreia; e Ri Pyong Chol, primeiro subdiretor do Comitê Central do partido.

A medida dos EUA representa o bloqueio dos bens sob jurisdição americana e proíbe que pessoas nos Estados Unidos realizem negócios com os envolvidos.

"O Tesouro aponta líderes dos programas de mísseis balísticos da Coreia do Norte como parte da nossa campanha de máxima pressão para isolar a República Popular Democrática da Coreia e conseguir uma desnuclearização total da península norte-coreana", afirmou Steven Mnuchin, secretário da pasta.

Mnuchin acrescentou que a medida "segue a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas de sexta-feira, que impôs novas duras sanções contra a Coreia do Norte para reduzir ainda mais a sua capacidade de arrecadar fundos ilegais".

A ONU endureceu na semana passada as sanções contra o regime de Pyongyang, limitando ainda mais seu acesso a produtos petroleiros, vetando as exportações em vários setores e forçando cidadãos que trabalham no exterior a retornar ao país.

As medidas foram uma reação ao lançamento no final de novembro de um míssil balístico de longo alcance, um tipo de projétil que seria capaz de atingir qualquer ponto do território continental dos Estados Unidos.

Os EUA foram os grandes impulsores das novas sanções e obtiveram o apoio unânime dos outros 14 integrantes do Conselho de Segurança, incluindo China e Rússia.

O Conselho de Segurança também acrescentou outros 16 indivíduos e uma entidade - todos supostamente ligados aos programas armamentistas - a uma "lista negra" que significa o congelamento de ativos no exterior e os proíbe de viajar para fora do país.

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