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Venezuela liberta 2 americanos presos em meio a negociação sobre petróleo

Decisão acontece dias após reunião do líder venezuelano, Nicolás Maduro, e representantes dos EUA

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 (Carolina Cabral/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 9 de março de 2022 às, 09h35.

A Venezuela libertou pelo menos dois cidadãos americanos presos no país nesta terça-feira, 8, segundo fontes ligadas ao assunto, em um aparente gesto de boa vontade em relação ao governo Biden após uma visita a Caracas de uma delegação americana.

Um dos presos libertados foi identificado como Gustavo Cárdenas, um dos seis executivos de petróleo da Citgo presos em 2017 e condenado por acusações que o governo dos Estados Unidos diz terem sido fabricadas, disseram as fontes. O outro seria um cubano-americano detido por acusações não relacionadas, disseram eles.

As reuniões do fim de semana se concentraram não apenas no destino dos americanos detidos na Venezuela, mas também na possibilidade de afrouxar as sanções petrolíferas dos EUA ao país membro da Opep, um aliado próximo da Rússia, para preencher a lacuna de fornecimento, uma vez que o presidente Joe Biden proibiu as importações de petróleo russo em resposta à invasão de Moscou da Ucrânia.

Não houve nenhum comentário imediato sobre o paradeiro dos detidos libertados. Washington pediu a libertação de pelo menos nove homens, incluindo dois ex-Boinas Verdes e um ex-fuzileiro naval dos EUA.

A delegação dos EUA, a mais alta a viajar para a Venezuela nos últimos anos, se reuniu com os detidos no domingo em uma prisão venezuelana. O enviado para tratar do assunto dos reféns dos EUA Roger Carstens, fazia parte do grupo e acredita-se que tenha ficado para trás para finalizar a libertação.

A divulgação nesta terça-feira ocorre após as conversas em Caracas, no sábado, enquanto o governo Biden buscava maneiras de evitar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis nos EUA, estimulado pela guerra do presidente russo Vladimir Putin na Ucrânia e os esforços do Ocidente para punir Moscou por isso.

Biden anunciou na terça-feira uma proibição dos EUA ao petróleo russo e outras importações de energia, aumentando uma campanha de pressão sobre Moscou. A decisão pode aumentar ainda mais os preços na bomba para os consumidores americanos, adicionando novas pressões inflacionárias.

O envolvimento com Maduro, um inimigo de longa data dos EUA, também teve como objetivo avaliar se a Venezuela está preparada para se distanciar da Rússia. Mas o governo Biden enfrentou fortes críticas no Capitólio pelo contato de seu governo com Maduro, que está sob sanções dos EUA por abusos de direitos humanos e repressão política.

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