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Ucrânia quer adiar pagamento de dívida bilionária; credores recuam da proposta

Credores como FMI e Clube de Paris prorrogaram o congelamento do pagamento para 2027

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, durante cúpula para tratar da guerra (NurPhoto/Colaborador/Getty Images)

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, durante cúpula para tratar da guerra (NurPhoto/Colaborador/Getty Images)

Publicado em 17 de junho de 2024 às 07h24.

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As primeiras conversas formais sobre a reestruturação de US$ 20 bilhões em dívidas da Ucrânia terminaram sem acordo. Credores como BlackRock, Amia Capital e Amundi recuaram da proposta de Kiev para o alívio da dívida.

De acordo com a Bloomberg, com os pagamentos previstos para serem retomados a partir de agosto, a Ucrânia pede aos detentores de dívida que aceitem descontos maiores que permitiriam financiar os esforços de defesa contra a Rússia. Com isso, a Ucrânia acredita que poderia conseguir mais recursos financeiros para sua reconstrução econômica quando a guerra terminar.

Sem pagamentos desde 2022

Os detentores de títulos ucranianos não recebem nenhum pagamento desde 2022, quando concordaram com uma moratória de dois anos devido à invasão da Rússia. A paralisação expira em 1º de agosto. A Ucrânia disse que continuará as discussões com os credores “com vista a fazer mais progressos e chegar a um acordo”, segundo comunicado de Kiev.

Nas negociações, a Ucrânia propôs trocar seus títulos atuais por uma série de novos papéis com vencimentos para até 2040 e juros de 1% durante os primeiros 18 meses, aumentando progressivamente até 6%.

Ainda de acordo com a Bloomberg, a o governo da Ucrânia ofereceu aos investidores um chamado instrumento de contingência estatal, que só poderia iniciar os pagamentos depois de 2027. Os pagamentos desse dispositivo estariam relacionados com as metas de receitas fiscais da Ucrânia definidas pelo Fundo Monetário Internacional  (FMI).

“Ambas as opções foram concebidas para proporcionar fluxos de caixa aos detentores de títulos durante o período do programa do FMI e proporcionar uma margem de avaliação nominal que varia entre 25 e 60%, dependendo da recuperação do país durante o período do programa do FMI”, diz o comunicado de Kiev.

Propostas

Tanto o FMI como os credores do país, que incluem os EUA e o Clube de Paris, assinaram as propostas da Ucrânia, segundo pessoas familiarizadas com as conversas. O grupo de credores oficiais da Ucrânia já prorrogou o congelamento do pagamento da dívida até 2027.

A última proposta apresentada pela Ucrânia não incluía uma reestruturação da dívida das empresas estatais, ao contrário de 2022, quando os pagamentos desses títulos também foram congelados.

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