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Trump pede a procurador-geral que investigue corrupção de seus adversários

Os ataques de Trump ao procurador-geral, Jeff Sessions, se agravaram nesta semana após as declarações de Michael Cohen envolvendo o presidente em fraudes

EUA: Trump disse que ficou frustado com a decisão do procurador-geral de se afastar das investigações sobre a Rússia (Leah Millis/Reuters)
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EFE

Publicado em 24 de agosto de 2018 às 11h44.

Última atualização em 24 de agosto de 2018 às 11h53.

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , aumentou nesta sexta-feira a pressão sobre seu procurador-geral, Jeff Sessions, ao pedir-lhe para agir rápido e "investigar toda a corrupção dos seus adversários políticos".

"Vai, Jeff, você pode fazê-lo, o país está esperando!", escreveu Trump em uma nova onda de mensagens contra seu próprio procurador-geral.

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Sessions, que tinha se mantido até agora à margem das críticas do presidente, se expressou na quinta-feira em um comunicado incomum que o Departamento de Justiça "não será influenciado de maneira inadequada por considerações políticas", ressaltando a independência de seus subordinados.

Os ataques de Trump ao procurador-geral, com quem mantém uma relação tensa há mais de um ano, se agravaram esta semana após o avanço da investigação sobre a trama russa, a decisão (judicial) contra seu ex-chefe de campanha Paul Manafort por evasão fiscal e fraude bancária, e a acusação de seu ex-advogado, Michael Cohen, que envolveu o presidente em um crime.

Trump expressou em várias ocasiões sua frustração com a decisão de Sessions de se afastar de tudo o que for relacionado com a investigação sobre a chamada "trama russa", devido aos seus próprios contatos com Moscou, uma medida que reduz a influência do secretário de Justiça sobre a investigação do promotor especial Robert Mueller.

As tensões entre ambos se tornaram "insustentáveis", segundo disse ontem à noite o influente senador republicano Lindsey Graham, por isso que ele previu que o atual secretário de Justiça não durará muito mais no cargo.

Sessions, ex-senador republicano, foi um dos primeiros e mais aguerridos defensores da candidatura de Trump à Casa Branca.

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