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Shein entra na mira da União Europeia e terá controles mais rígidos a partir de agosto

Com 108 milhões de usuários no bloco europeu, varejista chinesa ficará sob supervisão destinada a gigantes on-line como Facebook e TikTok prevista em nova lei de serviços digitais

Shein: UE inclui plataforma em regras para operar no bloco (	SOPA Images /Getty Images)

Shein: UE inclui plataforma em regras para operar no bloco ( SOPA Images /Getty Images)

Agência o Globo
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Publicado em 26 de abril de 2024 às 10h49.

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), incluiu nesta sexta-feira, 26, a gigante chinesa do comércio têxtil Shein entre as plataformas digitais sujeitas a regras de controle mais rígidas para operar no bloco.

A Shein, loja on-line especializada em moda, junta-se a um grupo que inclui plataformas como Facebook, X (antigo Twitter) e TikTok, que estão sujeitas a regras operacionais particularmente rígidas devido ao seu tamanho.

De acordo com a Lei de Serviços Digitais (LSD), que regulamenta o setor, a Shein estará sujeita a regras mais rígidas a partir do fim de agosto.

Essas regras especiais, reservadas a grandes plataformas, incluem a implementação de medidas para "proteger os consumidores contra a compra de produtos inseguros ou ilegais", afirmou a Comissão. Também exige medidas para evitar a "venda e distribuição de produtos potencialmente prejudiciais a menores de idade".

Essas grandes plataformas também devem se submeter a uma auditoria externa independente uma vez por ano, às suas próprias custas.

A Shein informou ter 108 milhões de usuários ativos mensais nos países da União Europeia. Outra gigante do varejo on-line, a também chinesa Temu, deve ser a próxima a ficar sob vigilância da UE, com os seus mais de 70 milhões de usuários mensais ativos na UE em apenas um ano de operação.

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