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Entenda por que Boris Johnson está sendo pressionado a renunciar

Ontem, o primeiro-ministro britânico anunciou novas medidas para combater a covid em meio a escândalo envolvendo seu governo

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson  (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

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AFP

Publicado em 9 de dezembro de 2021 às 09h50.

Última atualização em 9 de dezembro de 2021 às 09h51.

O primeiro-ministro Boris Johnson foi ridicularizado pela imprensa e criticado dentro de seu partido nesta quinta-feira (9) por ter introduzido novas restrições para lutar contra a variante ômicron, no momento em que seu governo é acusado de ter violado as normas contra covid.

Há vários dias os jornais publicam revelações sobre várias festas que supostamente aconteceram em novembro e dezembro do ano passado, quando os britânicos estavam impedidos de encontrar parentes e amigos ou de celebrar o Natal devido à pandemia.

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Poucas horas depois de pedir desculpas por um vídeo em que uma de suas principais assessoras fazia piada sobre uma das festas, Johnson anunciou na quarta-feira o retorno ao teletrabalho e a introdução de passaportes de saúde para ter acesso a clubes noturnos ou estádios de futebol, em uma tentativa de frear os contágios da nova variante, altamente transmissível.

Mas considerou que estava correto organizar festas de Natal no trabalho, uma tradição britânica que representa uma receita importante para bares e restaurantes, desde que as pessoas sejam prudentes.

Os anúncios foram mal recebidos por dezenas de deputados da maioria conservadora, preocupados com o impacto econômico e indignados com o acúmulo de escândalos que envolvem o Executivo.

Alguns também acreditam que o mau exemplo do governo pode minar o cumprimento das restrições por parte da população.

As novas medidas também foram ridicularizadas pela imprensa britânica, que acusa o governo de hipocrisia.

"Não vá ao trabalho, mas vá às festas", afirma a manchete do Daily Telegraph. O jornal de direita questiona inclusive se este é "o início do fim" do líder conservador, que antes de entrar para a política foi um dos principais jornalistas do veículo.

Johnson está mal nas pesquisas e a maioria dos britânicos se declara a favor de sua renúncia.

"Uma regra para eles, novas regras para nós", escreveu o Daily Mail. Outro jornal, The Sun, retrata Boris Johnson como o "Grinch" e afirma "Faça o que eu digo... não como eu faço no Natal".

Downing Street afirmou em várias ocasiões que durante o confinamento do fim de 2020 todas as normas anticovid foram respeitadas.

Em meio à turbulência, Boris Johnson e sua esposa anunciaram hoje o nascimento de uma menina, o segundo filho do casal.

"O primeiro-ministro e a senhora Johnson têm o prazer de anunciar o nascimento de uma menina saudável em um hospital de Londres na manhã de hoje", declarou uma porta-voz do casal.

"Mãe e filha estão muito bem", acrescentou, e "o casal gostaria de agradecer à brilhante equipe da maternidade por todo o cuidado e apoio".

Carrie Symonds, de 33 anos, agora Sra. Johnson, já é a mãe de Wilfred Lawrie Nicholas Johnson, nascido no final de abril de 2020.

Este é o 7º filho de Boris Johnson, de 57 anos, que teve quatro com sua primeira esposa, e também tem uma filha nascida fora do casamento.

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