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Primeiro-ministro do Egito surpreende e anuncia renúncia

O primeiro-ministro egípcio, Hazem al Beblawi, anunciou de forma repentina sua renúncia e a de seu governo

Hazem al Beblawi, agora ex-primeiro-ministro egípcio: Beblaui disse que os membros de seu gabinete apresentaram sua renúncia ao presidente interino (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

Hazem al Beblawi, agora ex-primeiro-ministro egípcio: Beblaui disse que os membros de seu gabinete apresentaram sua renúncia ao presidente interino (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 24 de fevereiro de 2014 às 09h14.

Cairo - O primeiro-ministro egípcio, Hazem al Beblawi, anunciou nesta segunda-feira de forma repentina sua renúncia e a de seu governo, e considerou encerrada a primeira etapa do roteiro estipulado pelos militares para o período transitório.

Em entrevista coletiva na sede do Conselho de Ministros, Beblaui disse que os membros de seu gabinete apresentaram sua renúncia ao presidente interino, Adly Mansour, e acrescentou que não iria divulgar os motivos da decisão.

A renúncia foi uma surpresa, porque embora se especulasse que isto ocorreria antes das eleições presidenciais, a votação ainda não tem data marcada.

Entre os ministros que renunciaram se encontra o marechal Abdelfatah al Sisi, chefe do exército e possível candidato à Presidência.

Segundo o jornal estatal "Al-Ahram", espera-se que o presidente aceite a renúncia do governo e encarregue ao ministro da Habitação, Ibrahim Mehleb, a missão de formar um novo gabinete.

"Após o término da primeira etapa do roteiro com a aprovação da Constituição (em janeiro passado), o Egito deu um grande passo rumo à construção de uma sociedade democrática e aberta", disse Beblaui.

O primeiro-ministro egípcio reconheceu "alguns desequilíbrios" em seu governo mas considerou que durante seu mandato foram alcançados bons resultados e se trabalhou com "honestidade e efetividade".

Beblaui destacou que os ministros cumpriram com sua responsabilidade e dedicaram "todos seus esforços para tirar o país do estreito túnel dos problemas de segurança, políticos e econômicos".

O roteiro, que prevê a realização de eleições presidenciais e legislativas, foi costurado pelos militares após a destituição do presidente islamita Mohammed Mursi em julho do ano passado.

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