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Poder eleitoral da Venezuela pedirá "proteção" à Constituinte

Maduro disse no sábado que as autoridades detectaram "uma grande operação para hackear o sistema de computadores" do CNE

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (foto/Reuters)

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (foto/Reuters)

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AFP

Publicado em 25 de junho de 2017 às 15h30.

O poder eleitoral venezuelano solicitará à Justiça "medidas de proteção" para evitar uma sabotagem à Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro, rechaçada pela oposição, anunciou em uma entrevista divulgada neste domingo a chefe do organismo, Tibisay Lucena.

"Há uma situação de violência e vemos com grande preocupação que atores políticos [...] dizem que vão sabotar o processo eleitoral. Isso não pode ser permitido e não vamos permitir", disse Lucena em conversa com a emissora privada Televén.

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) adiantou que irá propor à direção do organismo comparecer ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para que "indicar quais são as medidas de proteção que devemos tomar para garantir o exercício do voto".

Lucena advertiu que qualquer "impedimento para que se instalem as mesas" ou "dano material eleitoral" é um crime e expressou que aqueles que são contra a Constituinte podem, simplesmente, "abster-se" de votar.

Maduro disse no sábado que as autoridades detectaram "uma grande operação para hackear e sabotar o sistema de computadores" do CNE e prejudicar as eleições da Constituinte, após denunciar um suposto plano de um golpe de Estado e uma intervenção militar dos Estados Unidos.

"Todos os diretores estão cumprindo com a sua responsabilidade" com a apresentação da proposta, manifestou Lucena.

Entretanto, o único dos cinco diretores principais do CNE próximo à oposição, Luis Emilio Rondón, sustenta que a Constituinte e a convocação feita pelo órgão eleitoral são inconstitucionais.

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