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Paraguai não aceitará 'tutoria' nem pressões estrangeiras

Em entrevista, o presidente paraguaio, Federico Franco, disse que a suspensão do Paraguai do Mercosul é "ilegal"

Federico Franco: a suspensão do Paraguai do Mercosul é "ilegal" (Norberto Duarte/AFP)

Federico Franco: a suspensão do Paraguai do Mercosul é "ilegal" (Norberto Duarte/AFP)

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Da Redação

Publicado em 18 de julho de 2012 às 18h07.

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Montevidéu - A suspensão do Paraguai do Mercosul é "ilegal" e as pressões que os governos da região tentam impor sobre o país são inaceitáveis, afirmou o presidente paraguaio, Federico Franco, em uma entrevista divulgada neste domingo por um jornal uruguaio.

A decisão do bloco regional de suspender o Paraguai, após a destituição em um julgamento político do ex-presidente Fernando Lugo, até que sejam realizadas eleições, em abril de 2013, "é absolutamente ilegal", afirmou Franco ao jornal El País do Uruguai.

"Alegam que não houve o devido processo" na destituição de Lugo, "mas em Mendoza o devido processo não existiu", disse o presidente sobre o acordado na província argentina durante a cúpula do Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Uruguai e pelo suspenso Paraguai.

Sobre a decisão tomada em Mendoza de aceitar a Venezuela como membro pleno do Mercosul, o que se concretizará no dia 31 de julho no Rio de Janeiro, Franco comentou que seu país "sempre se opôs" e que a nação que governa não vai "aceitar nenhuma tutoria ou pressão, nem da região, nem do eixo bolivariano, nem de nenhum país do mundo".

A incorporação da Venezuela foi aceita devido à suspensão prévia do Paraguai, cujo Parlamento havia a bloqueado por anos.

Em relação à denúncia do Paraguai sobre uma suposta intromissão do ministro venezuelano das Relações Exteriores, Nicolas Maduro, que se reuniu com o exército paraguaio enquanto ocorria o julgamento político de Lugo, Franco considerou que o episódio foi "escandaloso. Patético. Lamentável".

Além disso, afirmou que não prevê se comunicar com os presidentes da região porque "não existem as condições necessárias".

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