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Países terão reunião de emergência sobre carne de cavalo

Bruxelas convocou uma reunião extraordinária para a tarde desta quarta-feira entre os países afetados e a Irlanda

Trabalhador corta carne na Romênia: a Comissão Europeia não descartou a possibilidade de tornar obrigatória a menção sobre o local de origem da carne nas embalagens das comidas processadas. (Daniel Mihailescu/AFP)
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Da Redação

Publicado em 13 de fevereiro de 2013 às 15h51.

Bruxelas - Os ministros europeus da Agricultura se reúnem nesta quarta-feira em caráter de emergência para analisar as medidas que devem ser adotadas após o escândalo provocado pela detecção de carne de cavalo, comercializada como carne bovina, em alimentos processados, sobretudo na lasanha.

Bruxelas convocou uma reunião extraordinária para a tarde desta quarta-feira entre os países afetados (França, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Suécia, Romênia e Polônia), além da Irlanda, que tem a presidência semestral da UE, ante o impacto da fraude.

No entanto, esclareceu que nenhuma decisão será adotada nesta quarta-feira.

Na Alemanha, também há suspeitas de que um fornecedor do estado federado da Renânia do Norte-Westfália, o mais populoso do país, tenha recebido produtos de lasanha pré-pronta com carne de cavalo.

O presidente francês, François Hollande, afirmou que o caso era "grave" e comemorou a decisão dos ministros de assumir o comando do assunto.

"O presidente da República destacou que é um caso grave para a confiança dos consumidores e potencialmente grave para o setor francês (da carne)", afirmou o porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem.

Cada vez mais pressionada, a Comissão Europeia não descartou a possibilidade de tornar obrigatória a menção sobre o local de origem da carne nas embalagens das comidas processadas.

"Sim, estamos considerando o assunto", disse o comissário de Saúde e Consumo, Tonio Borg, em uma coletiva de imprensa, ao se referir à possibilidade de mencionar "o local de origem dos pratos processados".


"Alguns países são a favor, outros acreditam que é complicado. Vamos ver se pode ser feito, se não é muito complicado. Deixo a porta aberta", afirmou.

Desde o escândalo da "vaca louca", a carne bovina fresca deve mencionar sua origem. Não é o caso para os produtos elaborados com carne, que têm a obrigação apenas de mencionar o tipo de carne utilizada.

Diante da envergadura do escândalo, a Comissão Europeia se defendeu das crescentes acusações de falta de segurança alimentar.

Trata-se de um problema de fraude na rotulagem dos produtos, insistiu Borg.

"O fato desta carne ter cruzado vários países significa que alguns descumpriram a lei ou simplesmente cometeram uma fraude".

"Seria injusto e inapropriado para a UE converter este caso em um assunto de segurança alimentar sem ter provas", advertiu Borg.

"Não se trata de uma falta de legislação, é sim que esta não foi cumprida. A lei é muito clara, se houver carne de cavalo na lasanha, isto deve estar incluído no rótulo", disse.

O comissário ressaltou que, até o momento, não há nenhum indício de que se esteja diante de um problema de saúde pública.

Bruxelas esclareceu que agiria apenas diante de um alerta sanitário, como ocorreu com a epidemia em 2011 da bactéria E. coli, que atingiu mais de 4.000 pessoas e deixou 50 mortos.

Mas, se não houver risco sanitário, a competência recai sobre os Estados membros.

Até o momento, as investigações realizadas em vários países não esclareceram onde o erro ocorreu.

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Bruxelas - Os ministros europeus da Agricultura se reúnem nesta quarta-feira em caráter de emergência para analisar as medidas que devem ser adotadas após o escândalo provocado pela detecção de carne de cavalo, comercializada como carne bovina, em alimentos processados, sobretudo na lasanha.

Bruxelas convocou uma reunião extraordinária para a tarde desta quarta-feira entre os países afetados (França, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Suécia, Romênia e Polônia), além da Irlanda, que tem a presidência semestral da UE, ante o impacto da fraude.

No entanto, esclareceu que nenhuma decisão será adotada nesta quarta-feira.

Na Alemanha, também há suspeitas de que um fornecedor do estado federado da Renânia do Norte-Westfália, o mais populoso do país, tenha recebido produtos de lasanha pré-pronta com carne de cavalo.

O presidente francês, François Hollande, afirmou que o caso era "grave" e comemorou a decisão dos ministros de assumir o comando do assunto.

"O presidente da República destacou que é um caso grave para a confiança dos consumidores e potencialmente grave para o setor francês (da carne)", afirmou o porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem.

Cada vez mais pressionada, a Comissão Europeia não descartou a possibilidade de tornar obrigatória a menção sobre o local de origem da carne nas embalagens das comidas processadas.

"Sim, estamos considerando o assunto", disse o comissário de Saúde e Consumo, Tonio Borg, em uma coletiva de imprensa, ao se referir à possibilidade de mencionar "o local de origem dos pratos processados".


"Alguns países são a favor, outros acreditam que é complicado. Vamos ver se pode ser feito, se não é muito complicado. Deixo a porta aberta", afirmou.

Desde o escândalo da "vaca louca", a carne bovina fresca deve mencionar sua origem. Não é o caso para os produtos elaborados com carne, que têm a obrigação apenas de mencionar o tipo de carne utilizada.

Diante da envergadura do escândalo, a Comissão Europeia se defendeu das crescentes acusações de falta de segurança alimentar.

Trata-se de um problema de fraude na rotulagem dos produtos, insistiu Borg.

"O fato desta carne ter cruzado vários países significa que alguns descumpriram a lei ou simplesmente cometeram uma fraude".

"Seria injusto e inapropriado para a UE converter este caso em um assunto de segurança alimentar sem ter provas", advertiu Borg.

"Não se trata de uma falta de legislação, é sim que esta não foi cumprida. A lei é muito clara, se houver carne de cavalo na lasanha, isto deve estar incluído no rótulo", disse.

O comissário ressaltou que, até o momento, não há nenhum indício de que se esteja diante de um problema de saúde pública.

Bruxelas esclareceu que agiria apenas diante de um alerta sanitário, como ocorreu com a epidemia em 2011 da bactéria E. coli, que atingiu mais de 4.000 pessoas e deixou 50 mortos.

Mas, se não houver risco sanitário, a competência recai sobre os Estados membros.

Até o momento, as investigações realizadas em vários países não esclareceram onde o erro ocorreu.

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