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ONG alerta do risco que crianças migrantes correm na Grécia

Um levantamento da entidade revelou a situação que meninos e meninas atravessam na Grécia por conta da escassez e a saturação dos centros oficiais de amparo

De acordo com a organização, os sistemas de recepção estão saturados e as provisões de comida, água, medicamentos e lugares seguros onde dormir estão muito abaixo do que se necessita (Ognen Teofilovski / Reuters)
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Da Redação

Publicado em 6 de agosto de 2015 às 14h16.

Madri - A ONG Save the Children chamou a atenção nesta quinta-feira do risco que as crianças refugiadas e migrantes que chegam à Grécia correm de ser vítimas de exploração e de contrair doenças, já que apenas em junho 4.270, sendo 86 sozinhas, chegaram ao país.

Um levantamento da entidade revelou a situação que meninos e meninas atravessam na Grécia por conta da escassez e a saturação dos centros oficiais de amparo.

De acordo com a organização, os sistemas de recepção estão saturados e as provisões de comida, água, medicamentos e lugares seguros onde dormir estão muito abaixo do que se necessita.

"Há nove centros de primeira recepção, mas devido à falta de dinheiro só um funciona realmente como tal, os outros parecem mais centros de detenção. As crianças vulneráveis, especialmente as que dormem nas ruas sozinhas ou os que estão amontoadas nos centros de detenção correm risco de cair em redes de tráfico humano e sofrer com a exploração sexual", ressaltou a organização.

A Save the Children também alertou sobre os últimos naufrágios de embarcações com imigrantes no Mediterrâneo e considerou urgente que os líderes europeus agilizem as discussões sobre uma reforma da política migratória da União Europeia (UE), "com um enfoque em longo prazo e de direitos humanos, que preveja um sistema de emergência estável para evitar mais mortes no mar".

"A busca e o resgate em alto-mar têm que continuar sendo uma prioridade, mas também é necessário buscar vias seguras e legais para à UE, como a reunificação familiar, os vistos humanitários e de estudo para evitar que milhares de crianças ponham em risco suas vidas em viagens perigosas e sejam vítimas de violência, abuso e exploração", afirmou o grupo, que considera insuficiente a cota de refugiados estipulada pelos Estados-membros da UE.

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Madri - A ONG Save the Children chamou a atenção nesta quinta-feira do risco que as crianças refugiadas e migrantes que chegam à Grécia correm de ser vítimas de exploração e de contrair doenças, já que apenas em junho 4.270, sendo 86 sozinhas, chegaram ao país.

Um levantamento da entidade revelou a situação que meninos e meninas atravessam na Grécia por conta da escassez e a saturação dos centros oficiais de amparo.

De acordo com a organização, os sistemas de recepção estão saturados e as provisões de comida, água, medicamentos e lugares seguros onde dormir estão muito abaixo do que se necessita.

"Há nove centros de primeira recepção, mas devido à falta de dinheiro só um funciona realmente como tal, os outros parecem mais centros de detenção. As crianças vulneráveis, especialmente as que dormem nas ruas sozinhas ou os que estão amontoadas nos centros de detenção correm risco de cair em redes de tráfico humano e sofrer com a exploração sexual", ressaltou a organização.

A Save the Children também alertou sobre os últimos naufrágios de embarcações com imigrantes no Mediterrâneo e considerou urgente que os líderes europeus agilizem as discussões sobre uma reforma da política migratória da União Europeia (UE), "com um enfoque em longo prazo e de direitos humanos, que preveja um sistema de emergência estável para evitar mais mortes no mar".

"A busca e o resgate em alto-mar têm que continuar sendo uma prioridade, mas também é necessário buscar vias seguras e legais para à UE, como a reunificação familiar, os vistos humanitários e de estudo para evitar que milhares de crianças ponham em risco suas vidas em viagens perigosas e sejam vítimas de violência, abuso e exploração", afirmou o grupo, que considera insuficiente a cota de refugiados estipulada pelos Estados-membros da UE.

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