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Milhares fogem de cidade da Síria em meio a ataque militar

Ação na cidade de Yabroud se encaixa na estratégia do governo de assegurar um corredor entre Damasco e o principal reduto do presidente Assad

Menino varre a rua próximo a prédio danificados pelo que ativistas disseram ter sido um bombardeio de forças leais ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, em Yabroud, próximo a Damasco (Shaam News Network/Divulgação via Reuters)
DR

Da Redação

Publicado em 14 de fevereiro de 2014 às 15h07.

Genebra - Milhares de pessoas fugiram de uma cidade sob o controle dos rebeldes na Síria depois que ela foi bombardeada numa operação que desperta preocupações com a possibilidade de uma grande invasão por terra, informou a Organização das Nações Unidas ( ONU ) nesta sexta-feira.

Os combates ocorrem quando a segunda rodada de negociações de paz em Genebra se aproxima do fim, com o governo e a oposição mais distantes do que nunca de um acordo.

A ação militar na cidade de Yabroud, no oeste da Síria, perto da fronteira com o Líbano, se encaixa na estratégia do governo de assegurar um corredor entre Damasco e o principal reduto do presidente Bashar al-Assad, na costa do Mediterrâneo.

"Recebemos relatos da Síria de que houve vários ataques aéreos, de artilharia e preparativos militares ao redor da cidade, sugerindo que um ataque por terra pode ser iminente", disse Rupert Colville, porta-voz para direitos humanos das Nações Unidas.

"O nosso entendimento é que ainda há um grande número de civis em Yabroud. Algumas estimativas indicam de 40 mil a 50 mil pessoas, e milhares de outras fugiram nos últimos dias", afirmou ele.

A eletricidade foi cortada na quarta-feira, e hospitais não têm muitos suprimentos médicos, enquanto várias pessoas precisam de tratamento urgente, afirmou Colville em entrevista em Genebra.

Os civis precisam ser autorizados a deixar a cidade, caso contrário seria uma "violação grave" das leis internacionais pelo governo.


Cerca de 500 ou 600 famílias já chegaram em Arsal, no Líbano, e a agência de refugiados das Nações Unidas espera um grande movimento de pessoas na fronteira, segundo Melissa Fleming, porta-voz da agência.

A TV Al-Manar, controlada pelo grupo libanês xiita Hezbollah, aliado de Assad, afirmou que o Exército sírio havia avançado na região de Yabroud, tomando a estrada principal do local.

Mais Conversas

Em Genebra, o mediador internacional Lakhdar Brahimi disse aos representantes do governo e da oposição que ele pretende realizar uma terceira rodada de diálogo, mas não marcou data, segundo Ahmad Jakal, negociador da oposição.

Brahimi afirmou que haverá uma sessão neste sábado e que ele iria para Nova York se encontrar com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse Jakal à Reuters.

Um importante diplomata russo disse que o governo sírio estava comprometido com as negociações de paz, mas que não iria discutir a criação de um governo provisório até que a oposição prometesse uma luta conjunta contra o "terrorismo".

A oposição, por sua vez, tem insistido que não há sentido em discutir o fim da violência sem um entendimento sobre o governo que iria supervisionar um acordo de paz.

"Eu não diria que as negociações estão morrendo. Elas nem chegaram a começar", disse o vice-ministro do Exterior da Rússia, Gennady Gatilov, em Genebra, de acordo com a agência de notícias Itar-Tass.

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Genebra - Milhares de pessoas fugiram de uma cidade sob o controle dos rebeldes na Síria depois que ela foi bombardeada numa operação que desperta preocupações com a possibilidade de uma grande invasão por terra, informou a Organização das Nações Unidas ( ONU ) nesta sexta-feira.

Os combates ocorrem quando a segunda rodada de negociações de paz em Genebra se aproxima do fim, com o governo e a oposição mais distantes do que nunca de um acordo.

A ação militar na cidade de Yabroud, no oeste da Síria, perto da fronteira com o Líbano, se encaixa na estratégia do governo de assegurar um corredor entre Damasco e o principal reduto do presidente Bashar al-Assad, na costa do Mediterrâneo.

"Recebemos relatos da Síria de que houve vários ataques aéreos, de artilharia e preparativos militares ao redor da cidade, sugerindo que um ataque por terra pode ser iminente", disse Rupert Colville, porta-voz para direitos humanos das Nações Unidas.

"O nosso entendimento é que ainda há um grande número de civis em Yabroud. Algumas estimativas indicam de 40 mil a 50 mil pessoas, e milhares de outras fugiram nos últimos dias", afirmou ele.

A eletricidade foi cortada na quarta-feira, e hospitais não têm muitos suprimentos médicos, enquanto várias pessoas precisam de tratamento urgente, afirmou Colville em entrevista em Genebra.

Os civis precisam ser autorizados a deixar a cidade, caso contrário seria uma "violação grave" das leis internacionais pelo governo.


Cerca de 500 ou 600 famílias já chegaram em Arsal, no Líbano, e a agência de refugiados das Nações Unidas espera um grande movimento de pessoas na fronteira, segundo Melissa Fleming, porta-voz da agência.

A TV Al-Manar, controlada pelo grupo libanês xiita Hezbollah, aliado de Assad, afirmou que o Exército sírio havia avançado na região de Yabroud, tomando a estrada principal do local.

Mais Conversas

Em Genebra, o mediador internacional Lakhdar Brahimi disse aos representantes do governo e da oposição que ele pretende realizar uma terceira rodada de diálogo, mas não marcou data, segundo Ahmad Jakal, negociador da oposição.

Brahimi afirmou que haverá uma sessão neste sábado e que ele iria para Nova York se encontrar com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse Jakal à Reuters.

Um importante diplomata russo disse que o governo sírio estava comprometido com as negociações de paz, mas que não iria discutir a criação de um governo provisório até que a oposição prometesse uma luta conjunta contra o "terrorismo".

A oposição, por sua vez, tem insistido que não há sentido em discutir o fim da violência sem um entendimento sobre o governo que iria supervisionar um acordo de paz.

"Eu não diria que as negociações estão morrendo. Elas nem chegaram a começar", disse o vice-ministro do Exterior da Rússia, Gennady Gatilov, em Genebra, de acordo com a agência de notícias Itar-Tass.

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