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Milhares de israelenses protestam pela 11ª semana consecutiva contra reforma no Judiciário

De acordo com a mídia local, foram registrados protestos em mais de 100 pontos do país

Manifestantes se reúnem pela 11ª semana consecutiva de protestos contra o controverso projeto de reforma judicial do governo em Tel Aviv, em 18 de março de 2023 (Jack Guez/AFP)

Manifestantes se reúnem pela 11ª semana consecutiva de protestos contra o controverso projeto de reforma judicial do governo em Tel Aviv, em 18 de março de 2023 (Jack Guez/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 19 de março de 2023 às 11h01.

Milhares de pessoas se manifestaram em Israel neste sábado, 18, pela 11ª semana seguida, contra uma polêmica reforma judicial promovida pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que limita os poderes da Suprema Corte.

De acordo com a mídia local, foram registrados protestos em mais de 100 pontos do país, incluindo Haifa (norte), Jerusalém e Beersheba (sul).

Em Tel Aviv, uma multidão se reuniu na Praça Dizengoff, carregando bandeiras israelenses e com o símbolo do arco-íris, representando a comunidade LGBTQIA+, de acordo com um jornalista da AFP.

"Salvem a democracia!", gritavam em meio às ruas do centro da cidade.

Entenda a reforma judicial de Israel

Os manifestantes se opõem a um projeto de lei de reforma judicial que permitiria aos legisladores anular as decisões da Suprema Corte com uma maioria simples de 61 dos 120 membros da Câmara.

Algumas de suas disposições foram aprovadas na terça-feira (14) em uma primeira leitura no Parlamento.

O governo de Netanyahu, o mais à direita da história do país, argumenta que as reformas são necessárias para limitar a interferência do Judiciário.

Já os opositores defendem que as mudanças são uma ameaça à democracia liberal, à medida que enfraquecem os controles exercidos pelo Judiciário.

Eles também temem que a reforma impeça uma eventual condenação de Netanyahu, que foi acusado de corrupção.

"Estou preocupada, não por mim, mas por minhas filhas e netos (...) Queremos que Israel permaneça democrática e liberal, judia é claro, mas liberal, e estamos muito preocupados que [o país] se torne uma ditadura", diz Naama Mazor, de 64 anos.

Para Sagiv Galan, o governo "tenta destruir os direitos civis, os direitos das mulheres, os direitos [da comunidade] LGBTQIA+ e tudo pelo que a democracia luta", diz.

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