Mundo

Julian Assange une-se aos 'indignados' de Londres

O fundador do WikiLeaks foi bem recebido pelos manifestantes no centro financeiro de Londres

Assange discursa para manifestantes em Londres (Leon Neal/AFP)

Assange discursa para manifestantes em Londres (Leon Neal/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 15 de outubro de 2011 às 14h25.

Priorizar nos meus resultados Google

Londres - Cerca de 800 "indignados" se reuniram neste sábado na City, o centro financeiro de Londres, nas escadas em frente à Catedral de St. Paul, onde também estava o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, constatou a AFP.

Confrontos com a polícia começaram a ocorrer uma hora após o início do protesto, enquanto os manifestantes, alguns com máscara, tentavam se dirigir à bolsa de Londres, segundo à AFP.

Assange, rodeado por guarda-costas, foi bem recebido pela multidão e discursou aos manifestantes na escadaria da catedral.

"Uma das razões pelas quais nós apoiamos o que está acontecendo aqui no Occupy London é que o sistema bancário de Londres é um recipiente para o dinheiro da corrupção", disse o fundador do Wikileaks aos manifestantes.

Os manifestantes, cercados por três cordões policiais e por uma polícia montada atrás, carregavam bandeiras que proclamavam "Não mais cortes", em referência à política drástica de austeridade do governo britânico, ou inclusive "Goldman Sachs é obra do diabo".

O protesto faz parte de um dia de ação mundial do movimento dos "indignados", que surgiu na Espanha na primavera (boreal).

Sob o lema "Unidos por uma mudança global", estão previstas manifestações em 951 cidades de 82 países, segundo o site 15october.net.

Acompanhe tudo sobre:PersonalidadesPolítica no BrasilEuropaProtestosReino UnidoMetrópoles globaisCrises em empresasLondresJulian AssangeWikiLeaks

Mais de Mundo

Terras raras, estabilidade e economia: o que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping

Déjà Vu? IA começa a repetir dilemas familiares que marcaram a globalização, diz estudo

Assembleia Geral da ONU terá 71 chefes de Estado e 45 de governo; veja o que esperar

Lula e Bernie Sanders: multilateralismo, governança da IA e o SUS na conversa em Nova York