Mundo

Irã diz que ajuda dos EUA após terremoto não foi de boa fé

O governo iraniano rejeitou o auxílio oferecido pelos Estados Unidos e criticou as sanções ocidentais que pesam sobre o Irã

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 15 de agosto de 2012 às 13h47.

Teerã - O Irã anunciou nesta quarta-feira ter rejeitado a ajuda humanitária dos Estados Unidos para os sobreviventes do terremoto de sábado passado porque não foi uma oferta de boa fé, segundo palavras de Hasan Ghadami, do Ministério do Interior, encarregado da gestão da crise.

"Não acreditamos que os Estados Unidos tenham oferecido esta ajuda de boa fé", declarou Ghadami, mencionando as sanções ocidentais que provocaram, segundo ele, uma crise de fornecimento de medicamentos, informou a agência Isna.

"Façam-nos um favor e retirem as sanções", insistiu, referindo-se às sanções econômicas impostas em função do polêmico programa nuclear de Teerã.

Os Estados Unidos ofereceram ajuda e enviaram suas condolências ao povo do Irã um dia após o duplo terremoto que matou no sábado mais de 300 pessoas.

"O povo americano envia ao povo iraniano seus mais profundos pêsames pela perda de vidas no trágico terremoto no nordeste do Irã", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em um comunicado.

"Nossos pensamentos estão com as famílias daqueles que morreram e desejamos aos feridos uma pronta recuperação. Estamos dispostos a oferecer assistência nestes momentos difíceis", afirmou o porta-voz em nota.

O comunicado foi dirigido "ao povo iraniano" e não fez menção ao governo de Teerã.

Estados Unidos e Irã não mantêm relações diplomáticas e têm se envolvido em tensões políticas durante décadas, a mais recente em relação ao programa nuclear de Teerã.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosÁsiaDesastres naturaisEstados Unidos (EUA)TerremotosIrã - País

Mais de Mundo

Pivô de crise diplomática, Perez é aprovado pelo Senado dos EUA para embaixada no Brasil

Trump anuncia tarifa de 15% sobre insumo essencial para painéis solares

Entenda o acordo sobre o Estreito de Ormuz discutido por Irã, Omã e EUA

O que diz a lei de Milei que levou milhares às ruas na Argentina