Acompanhe:

Israel-Hamas: trégua na Faixa de Gaza é prorrogada por um dia

Inicialmente acordada para quatro dias e prorrogada por mais 48 horas, a trégua terminava às 7H00 (2H00 de Brasília)

Modo escuro

Continua após a publicidade
Israel-Hamas: Na quarta-feira à noite, o Hamas libertou mais 10 reféns israelenses, além de quatro tailandeses e dois russo-israelenses (Adel ZAANOUN con Jonah MANDEL en Jerusalén/AFP)

Israel-Hamas: Na quarta-feira à noite, o Hamas libertou mais 10 reféns israelenses, além de quatro tailandeses e dois russo-israelenses (Adel ZAANOUN con Jonah MANDEL en Jerusalén/AFP)

A trégua entre Israel e o Hamas foi prorrogada por um dia, até sexta-feira, anunciaram os dois lados poucos minutos antes do fim da pausa nesta quinta-feira, 30, informação confirmada pelo Catar, que atua como país mediador.

Inicialmente acordada para quatro dias e prorrogada por mais 48 horas, a trégua terminava às 7H00 (2H00 de Brasília) desta quinta-feira, mas os países mediadores do conflito pressionaram por conseguir uma extensão, obtida quase no final do prazo.

Minutos antes do horário programado para o fim da trégua, o Exército de Israel anunciou que, "à luz dos esforços dos mediadores para continuar o processo de libertação dos reféns (...) a pausa operacional continuará".

Em seguida, o movimento islamista Hamas confirmou em um comunicado um acordo para "prorrogar a trégua pelo sétimo dia", mas sem revelar detalhes.

Algumas horas antes, o Hamas havia acusado Israel de rejeitar a extensão da pausa quando o movimento propôs libertar sete reféns e entregar os corpos de três vítimas do conflito.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar, principal mediador do conflito, que tem o auxílio dos Estados Unidos e do Egito, confirmou "um acordo para prorrogar a trégua humanitária na Faixa de Gaza por um dia adicional sob as mesmas condições".

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ratificou a prorrogação depois que recebeu uma nova lista de "mulheres e crianças" reféns que devem ser libertadas nesta quinta-feira, segundo os termos do acordo.

O anúncio aconteceu horas depois da chegada a Israel do secretário de Estado americano, Antony Blinken, que viajou à região para pressionar as partes a prorrogar a pausa.

Preparados para o combate

O acordo permitiu uma interrupção dos combates iniciados em 7 de outubro, quando militantes do Hamas atacaram o sul de Israel, assassinaram 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestraram 240, segundo as autoridades do país.

Israel respondeu com uma ofensiva aérea e terrestre contra a Faixa de Gaza, uma operação que matou quase 15.000 pessoas, a maioria civis, segundo o governo do território controlado pelo Hamas.

O acordo de trégua anunciado na semana passada prevê prorrogações caso o movimento islamista liberte 10 reféns por dia, que são trocados por 30 prisioneiros palestinos, mas os dois lados alertaram antes da extensão que estavam prontos para retomar os combates.

O braço militar do Hamas determinou que seus combatentes mantenham a "preparação militar (...) com a previsão de uma retomada dos combates se (a trégua) não for renovada".

O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Doron Spielman, disse que as tropas entrarão "em modo operacional muito rapidamente e prosseguirão com os objetivos em Gaza" caso a trégua expire.

Homens armados e moradores verificam danos em imóvel após operação israelense em Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 29 de novembro de 2023

Na quarta-feira à noite, o Hamas libertou mais 10 reféns israelenses, além de quatro tailandeses e dois russo-israelenses à margem do acordo.

Entre as pessoas liberadas estava Liat Beinin, que também tem cidadania dos Estados Unidos. O presidente americano Joe Biden declarou estar "profundamente satisfeito" e insistiu que o acordo de trégua "trouxe resultados significativos".

Pouco depois, a autoridade penitenciária de Israel anunciou a libertação de mais 30 detentos palestinos. O Catar informou que o grupo inclui 16 menores de idade e 14 mulheres.

Entre as pessoas liberadas estava Ahed Tamimi, uma ativista de 22 anos que virou símbolo da causa palestina contra a ocupação israelense.

"Verdadeiro cessar-fogo"

Desde 24 de novembro, o acordo de trégua permitiu a libertação de 70 reféns israelenses e de 210 detentos palestinos (mulheres ou menores de 19 anos).

Além disso, quase 30 reféns estrangeiros, em sua maioria tailandeses que vivem em Israel, foram liberados à margem do acordo.

A comunidade internacional pressiona por uma trégua duradoura.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu um "verdadeiro cessar-fogo humanitário" e disse que os moradores de Gaza sofrem uma "catástrofe humanitária épica". A China fez um apelo por uma "trégua humanitária prolongada e duradoura", assim como um "cessar-fogo integral" e a "libertação de todos os civis e reféns".

A trégua permitiu aumentar consideravelmente o envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, que enfrenta um "cerco total" de Israel, que cortou o fornecimento de alimentos, água, energia elétrica e combustível.

A ONU afirma que 1,7 milhão dos 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza foram deslocados pela guerra e mais da metade das casas foram danificadas ou destruídas.

Ataque em Jerusalém

Na manhã desta quinta-feira, três pessoas morreram e seis ficaram feridas, três delas em estado grave em um ataque com armas de fogo contra um ponto de ônibus em Jerusalém Ocidental.

O ataque, executado segundo a polícia por "dois residentes de Jerusalém Oriental" ocupada e anexada por Israel, aconteceu pouco depois do anúncio da prorrogação da trégua entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza pelo sétimo dia.

"Dois terroristas em um carro, um armado com um M-16 e o outro com uma pistola, abriram fogo por volta das 7H40" (2H40 de Brasília), afirmou o chefe de polícia de Jerusalém, Doron Torgeman.

O Magen David Adom (Mada), equivalente israelense da Cruz Vermelha, identificou um dos três mortos como "uma jovem de 24 anos".

Os dois agressores "foram neutralizados" no local, afirmou a polícia em um comunicado.

Créditos

Últimas Notícias

Ver mais
Impacto econômico dos ataques no Mar Vermelho permanece 'moderado', diz OMC
Mundo

Impacto econômico dos ataques no Mar Vermelho permanece 'moderado', diz OMC

Há 4 horas

Macron anuncia coalizão para enviar munições a Kiev e não descarta mobilizar tropas
Mundo

Macron anuncia coalizão para enviar munições a Kiev e não descarta mobilizar tropas

Há 14 horas

Biden espera cessar-fogo de 40 dias entre Israel e Hamas até a próxima segunda-feira
Mundo

Biden espera cessar-fogo de 40 dias entre Israel e Hamas até a próxima segunda-feira

Há 15 horas

Pela primeira vez desde início da guerra, Israel ataca posições do Hezbollah no Leste do Líbano
Mundo

Pela primeira vez desde início da guerra, Israel ataca posições do Hezbollah no Leste do Líbano

Há um dia

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais