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O Hamas começou a libertar os primeiros reféns do acordo de cessar-fogo entre Israel, na manhã desta sexta-feira, 24. Até o momento, 25 pessoas saíram do cativeiro onde ficaram quase sete semanas. 

Deste grupo, 12 são cidadãos tailandeses e 13 israelenses. A troca foi o resultado de semanas de negociações intermediadas pelo Catar, Egito e Estados Unidos.

O acordo  prevê a libertação de 50 reféns na Faixa de Gaza e 150 palestinos detidos em prisões israelenses. O cessar-fogo temporário teve início às 7h (2h em Brasília) desta sexta-feira. 

Palestinos a serem libertados será composto por 39 pessoas

O primeiro grupo de palestinos detidos em prisões israelenses a ser libertado por volta das 16h desta sexta-feira será composto por 39 pessoas — 24 mulheres e 15 menores de idade do sexo masculino, informou o comissário da Palestina para prisioneiros, Qadura Fares, à Reuters.

Eles serão entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito. Em troca, serão libertados 13 reféns sequestrados pelo Hamas durante os ataques terroristas do dia 7 de outubro.

Cessar-fogo durará quatro dias

trégua de quatro dias entre Israel e o Hamas entrou oficialmente em vigor na sexta-feira às 07h locais (2h, em Brasília). O pacto estava inicialmente prevista para quinta-feira, mas foi adiada para hoje em meio a negociações.

As hostilidades persistiram até o último momento. Duas horas antes do início da trégua, o diretor-geral do Ministério da Saúde do governo do Hamas em Gaza, Mounir al Barsh, disse à AFP que os soldados israelitas “realizaram um assalto ao Hospital Indonésio”, onde estão cerca de 200 pacientes.

Questionado pela AFP, o exército israelita não comentou esta ação, mas referiu que alarmes anti-foguetes foram ativados num kibutz perto de Gaza.

Trégua na guerra?

A comunidade internacional acolheu favoravelmente o acordo e espera que seja um primeiro passo para um cessar-fogo duradouro. O governo e o exército israelitas disseram que “continuarão” a lutar para “eliminar” o Hamas assim que a trégua terminar.

"Não vamos parar a guerra. Continuaremos até à vitória", disse o Chefe do Estado-Maior de Israel, General Herzi Halevi.

“Assumir o controlo do norte da Faixa de Gaza é a primeira etapa de uma longa guerra e estamos a preparar-nos para as próximas fases”, disse o porta-voz do exército, Daniel Hagari.

O embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, declarou que a trégua “não pode ser apenas uma pausa” e apelou à utilização desta trégua para evitar o reinício dos combates em Gaza.

A guerra eclodiu com o ataque dos milicianos do Hamas no sul de Israel, em 7 de Outubro, de uma magnitude e violência sem precedentes desde a criação do Estado Judeu.

Segundo as suas autoridades, 1.200 pessoas, a maioria civis, foram mortas e cerca de 240 foram feitas reféns e levadas para a Faixa de Gaza.

Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, com bombardeamentos constantes e uma operação terrestre desde 27 de outubro, que causou a morte de 14.854 pessoas, incluindo 6.150 crianças, segundo o governo controlado pelo Hamas.

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