França defende proibição a véu islâmico após protestos

A proibição foi introduzida em 2010 pelo ex-presidente conservador Nicolas Sarkozy

Paris - O ministro do Interior da França, Manuel Valls, defendeu nesta segunda-feira a proibição ao uso do véu facial em lugares públicos, depois de protestos em um subúrbio de Paris, no fim de semana, por causa de uma abordagem policial a uma muçulmana que tinha o rosto coberto.

A proibição foi introduzida em 2010 pelo ex-presidente conservador Nicolas Sarkozy, tendo como alvo burcas e nicabs, trajes que ocultam todo o rosto da mulher. Em geral, as muçulmanas que vivem na França usam apenas um lenço cobrindo os cabelos.

Por causa da reação ao incidente policial, uma delegacia foi cercada por centenas de manifestantes e apedrejada na madrugada de sábado. Outro edifício foi incendiado, durante um tumulto que durou várias horas e resultou em seis detenções.

Em entrevista a uma rádio, Valls defendeu a atitude da polícia e disse que a proibição dos véus faciais "é uma lei do interesse das mulheres e contra valores que não têm nada a ver com nossas tradições e valores". Ele acrescentou que a proibição "deve ser imposta em todos os lugares".

O subúrbio onde o tumulto aconteceu estava calmo nesta segunda-feira, após policiais terem sido atacados com extintores de incêndio durante a noite, o que resultou em mais duas detenções.

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