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Flórida destinará US$ 500 mi à segurança nas escolas após ataque

O plano do governo da Florida se divide em leis de armas, segurança escolar e saúde mental, mas não contempla a proibição de venda de armas semiautomáticas

Ataque na Flórida: governo tem plano para tentar evitar que se repitam episódios como o massacre cometido na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland (WSVN.com/Reuters)
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EFE

Publicado em 23 de fevereiro de 2018 às 19h09.

Miami - O governador da Flórida , nos Estados Unidos , Rick Scott, anunciou nesta sexta-feira que destinará US$ 500 milhões de dólares para melhorar a segurança nas escolas e tentar evitar que se repitam episódios como o massacre cometido na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, no sudeste do estado.

"Hoje, anuncio um grande plano de ação. Trabalharei ativamente com os legisladores durante as próximas duas semanas para alcançá-lo", indicou Scott em comunicado no qual, não obstante, lamentou que "nenhum plano poderá devolver as 17 vidas que foram interrompidas e todas as esperanças e sonhos que foram arruinados".

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"Sei que há alguns que defendem o fim da Segunda Emenda. Esta não é a resposta", afirmou Scott, que se mostrou convencido de que a solução passa por "manter as armas longe de pessoas perigosas e com problemas mentais".

A segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos consagra o direito dos americanos de adquirir e portar armas.

O plano impulsionado por Scott se divide em três partes: leis de armas, segurança escolar e saúde mental. No entanto, o mesmo não contempla a proibição de venda de armas semiautomáticas como o fuzil de assalto que o autor do massacre de Parkland utilizou.

Uma prioridade para o governador é implementar através do programa "Ordem de Restrição de Ameaças Violentas" uma série de medidas pelas quais seria "virtualmente impossível uma pessoa com problemas mentais adquirir uma arma".

O programa servirá para que um tribunal "proíba pessoas violentas ou mentalmente doentes de comprar ou possuir uma arma de fogo".

Além disso, o governador quer fortalecer as "restrições de compra e posse de armas para pessoas mentalmente doentes" sob a Lei Baker, de maneira que alguém que "representa um risco para si mesmo e para os demais" seja obrigado a entregar todas as armas que possui.

Esta pessoa não poderá recuperar seu direito de comprar ou possuir uma arma de fogo até que seja realizada uma audiência judicial.

A segunda parte do plano prevê destinar US$ 450 milhões de dólares para a segurança dos estudantes, com a presença permanente de policiais nos centros de ensino durante os horários de aula.

O gasto total previsto é de US$ 500 milhões, e o governador propôs a presença de pelo menos um policial para cada 1000 estudantes, uma medida que deverá entrar em vigor em 2018.

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