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Famílias americanas ricas planejam 'plano B' e buscam dupla cidadania

O objetivo não é substituir o documento norte-americano, mas adicionar uma opção ao portfólio

Passaporte norte-americano ainda é considerado forte internacionalmente (Maudib/Thinkstock)

Passaporte norte-americano ainda é considerado forte internacionalmente (Maudib/Thinkstock)

Publicado em 11 de abril de 2024 às 14h11.

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Famílias ricas dos Estados Unidos têm buscado cada vez mais duplas cidadanias e passaportes de outras nacionalidades. A ideia é construir verdadeiros portfólios com dois, três ou quatro documentos do tipo caso eventualmente seja necessário ou desejável sair do país.

Exemplos de pessoas notáveis que recentemente procuraram obter passaportes estrangeiros são o investidor bilionário Peter Thiel, que agora tem cidadania neozelandesa, e o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, que aplicou para a cidadania do Chipre.

O objetivo não é substituir o documento norte-americano, mas adicionar mais uma opção ao portfólio. Algumas das alternativas mais populares nesse sentido são Portugal, Malta, Grécia e Itália.

Entre os principais motivos para a obtenção de novos documentos são o possível uso do passaporte secundário para fazer transferências financeiras internacionais ou até mesmo a consolidação da opção de se aposentar em outro país.

Assim, seria facilitado o acesso a outras nações para quem eventualmente quiser investir na dupla cidadania.

Espera-se que a migração de milionários bata recordes em 2024, devido a guerras, instituição de novos impostos sobre grandes fortunas e incertezas políticas. Estima-se que 128 mil milionários mudem de nação neste ano -- um aumento considerável em comparação com 51 mil em 2013.

Os dados são da firma de advocacia Henley & Partners.

Com informações da CNBC.

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