EUA e Reino Unido foram menos afetados pela mudança chinesa

"O que ocorre na China tem repercussões para o resto do mundo, 50% dos metais do mundo, por exemplo, são consumidos pela China"

Lima - O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou nesta terça-feira a importância do arrefecimento da China para a economia global, mas ressaltou que os Estados Unidos e o Reino Unido foram "os menos afetados, dados seus padrões comerciais".

"O que ocorre na China tem repercussões para o resto do mundo, 50% dos metais do mundo, por exemplo, são consumidos pela China", explicou Maurice Obstfeld, economista-chefe do FMI na entrevista coletiva de apresentação do relatório "Perspectivas Econômicas Globais" em Lima.

No entanto, indicou que "EUA e Reino Unido não são totalmente imunes, mas dado seus padrões comerciais foram os menos afetados", já que não dependem em grande medida da importação de matérias-primas e têm uma matriz econômica mais avançada.

De acordo com o relatório, EUA e Reino Unido retomaram a liderança econômica global com um crescimento estimado de em torno de 2,5% este ano.

Obstfeld defendeu as previsões do FMI para o crescimento da China abaixo de 7%: 6,8% este ano e 6,3% em 2016, não houve alterações dos cálculos apresentados em julho.

"A China esta mudando o modelo desde os setores de manufatura e construção aos serviços. É esta transformação estrutural na China que explica a baixa em 2016", acrescentou o recém-nomeado economista-chefe do Fundo.

A América Latina deve ser a mais afetada pela redução do ritmo do crescimento chinês, que fechará 2015 com uma recessão de 0,3%. 

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