Mundo

Em ligação com Putin, Erdogan pede que Rússia decrete cessar-fogo na Ucrânia

De acordo com o comunicado, presidente da Turquia também abordou relações bilaterais, "especialmente de energia"

Erdogan e Putin: presidente da Turquia pede cessar-fogo ao czar russo (Anadolu Agency/Getty Images)

Erdogan e Putin: presidente da Turquia pede cessar-fogo ao czar russo (Anadolu Agency/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 5 de janeiro de 2023 às 08h45.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu que a Rússia adote um "cessar-fogo unilateral" na guerra da Ucrânia, buscando uma "solução justa" para o conflito.

A declaração foi dada durante telefonema com o presidente russo, Vladimir Putin, segundo comunicado da presidência turca publicado nesta quinta-feira, 5.

Na nota, é relatado que a dupla falou sobre "resultados positivos" nas negociações entre as partes em conflito, como o corredor para a exportação de grãos ucranianos, a troca de prisioneiros e o estabelecimento de zonas seguras no entorno da usina nuclear de Zaporizhzhia.

Quer receber os fatos mais relevantes do Brasil e do mundo direto no seu e-mail toda manhã? Clique aqui e cadastre-se na newsletter gratuita EXAME Desperta.

De acordo com o comunicado, Erdogan e Putin trataram das relações bilaterais, "especialmente de energia", além de "questões regionais", como a guerra, e da situação na Síria.

Erdogan afirmou que a infraestrutura continua a ser fortalecida, para o estabelecimento de um centro de gás natural na Turquia. Segundo ele, a intenção é completar o cronograma para a iniciativa e adotar passos concretos para implementá-la "o mais rápido possível".

Ele também falou sobre "passos concretos" adotados para retirar organizações terroristas das regiões fronteiriças turcas. A nota menciona o grupo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pela Turquia.

Acompanhe tudo sobre:GuerrasRússiaTayyip ErdoganTurquiaUcrâniaVladimir Putin

Mais de Mundo

Suécia faz acordo de defesa com EUA que possibilitará envio de armas nucleares

Presidente da Boeing admite no Senado dos EUA 'gravidade' da situação da empresa

Israel diz ter aprovado plano de ofensiva contra o Líbano frente ao aumento de tensões com Hezbollah

Conflito na Ucrânia aproxima Putin da Coreia do Norte; entenda

Mais na Exame