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O candidato ultraliberal Javier Milei se saiu, até o momento, como maior vencedor das PASO (Primárias abertas, simultâneas e obrigatórias) na eleição na Argentina neste domingo, 13. A etapa definirá quais serão os nomes na eleição presidencial, que terá o primeiro turno em 22 de outubro, e serve para testar a força de cada candidato nas urnas.

Com mais de 65% dos votos apurados, segundo o jornal El Clarín, Javier Milei tem 31,92% dos votos. A coalizão de direita Juntos por el Cambio tem 27,74% e a coalizão da esquerda Unión por la Pátria, que governa o país, tem 25,99%.

Deputado, Milei tem chamado a atenção com uma retórica agressiva contra os políticos tradicionais e a defesa de medidas radicais, como acabar com o Banco Central e adotar o dólar como moeda argentina

As pesquisas mostravam que Milei teria uma votação próxima de 20%, enquanto as coalizões do governo e da oposição saíram com cerca de 30% dos votos cada uma. 

Além de Milei, o atual ministro da Fazenda, Sergio Massa, é o principal nome do governo na disputa. Massa integra a coalizão Unión por la Patria, que reúne nomes ligados ao peronismo, e disputará a nomeação com Juan Grabois, líder de movimentos sociais.

Na oposição, reunida na chapa Juntos por el Cambio, Horacio Larreta, prefeito de Buenos Aires desde 2015, compete pela nomeação com Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança, que integrou o governo Macri. 

A crise econômica argentina

Embora quase sempre tenham vivido em uma economia em crise, os argentinos sofrem neste momento com os piores indicadores em 30 anos: a inflação interanual é de 115%, uma das mais altas do mundo; a pobreza atinge 40% da população de mais de 45 milhões de pessoas; e a moeda local, o peso, está se desvalorizando a um ritmo cada vez mais rápido (17% no último mês).

A Argentina é a terceira maior economia da América Latina e um importante exportador mundial de alimentos. Ao mesmo tempo, tem de cumprir um acordo de 44 bilhões de dólares (R$ 216 bilhões, na cotação atual) com o FMI.

Nestas eleições, estão aptos a votar mais de 35 milhões de pessoas, que também vão eleger os candidatos às eleições legislativas parciais que renovam parte do Congresso, a prefeitura da capital e o governo da província de Buenos Aires.

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