Argentina quita vencimento de US$ 2,7 bi com a China e CAF sem usar dólares das reservas

Ministério da Economia anuncia pagamento do acordo com o FMI em iuanes, protegendo as reservas do país em meio à crise econômica

Argentina realiza pagamento de vultoso vencimento com a China e empréstimo-ponte do CAF (Yuri Gripas/Reuters)

Argentina realiza pagamento de vultoso vencimento com a China e empréstimo-ponte do CAF (Yuri Gripas/Reuters)

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Agência de notícias

Publicado em 31 de julho de 2023 às 12h04.

A Argentina pagará, nesta segunda-feira, 31, um vencimento de US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 12,7 bilhões, na cotação atual) de seu acordo com o FMI com iuanes, por meio de um swap de moedas com a China e um empréstimo-ponte com o CAF, anunciou o ministro da Economia, Sergio Massa.

"A Argentina não vai usar um único dólar de suas reservas para pagar o vencimentos do dia de hoje", disse Massa em uma mensagem gravada e compartilhada nas redes sociais.

O Fundo Monetário Internacional chegou a um acordo com o Governo argentino sobre a quinta e sexta revisões do acordo de US$ 44 bilhões (em torno de R$ 208 bilhões), em 2018, o que permitirá o desembolso de US$ 7,5 bilhões (aproximadamente R$ 35,4 bilhões), mas apenas na segunda quinzena de agosto, após a aprovação do conselho de administração do FMI.

Relação com a China

O pagamento desta segunda-feira será efetuado com US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 4,7 bilhões) de um empréstimo-ponte com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e o restante, da segunda etapa de um swap de moedas com a China, disse o ministro.

"Dessa forma protegemos as reservas em um ano em que o problema da herança da dívida com o fundo se somou à pior seca da história, que nos custou mais de US$ 20 bilhões (R$ 94,2 bilhões) em exportações este ano e mais de US$ 5 bilhões (R$ 23,6 bilhões) em receita para o setor público nacional", afirmou.

Meta

O país sul-americano se comprometeu com o FMI a reforçar suas reservas com a meta de acumulação líquida próxima a US$ 1 bilhão até o final do ano.

Na sexta-feira (28), o Banco Central informou que a Argentina tem reservas internacionais de US$ 25,646 bilhões (R$ 121 bilhões), embora analistas estimem que as reservas líquidas estejam bem abaixo, até mesmo negativas.

"Nosso desafio é continuar cuidando das reservas, mantendo o nível de atividade e as importações de bens intermediários e finais são vitais para o funcionamento e a produção da economia", disse Massa, que também é pré-candidato às eleições presidenciais pela coalizão peronista de centro-esquerda no poder.

A Argentina realizará eleições primárias gerais em 13 de agosto para definir os candidatos presidenciais às eleições gerais de 22 de outubro.

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