Criança chorando em aula online viraliza e mostra desafios da pandemia

Mãe fotografa filho de 5 anos e divulga imagem para discutir dificuldades que as crianças têm sofrido em função do distanciamento social

O distanciamento social tem imposto dificuldades para todos — inclusive para crianças. A americana Jana Coombs sentiu isso de perto ao ver seu filho chorando em frente ao computador, ao retornar às aulas virtuais na última semana.

O menino, de apenas cinco anos, estava tão frustrado com a experiência de aprendizado remoto que baixou a cabeça e começou a chorar.

Ao vê-lo sofrer, a mãe fotografou a criança e postou a imagem nas redes sociais para conscientizar as pessoas sobre as dificuldades que os estudantes enfrentam quando não podem ir à escola.

“Tirei a foto porque queria que as pessoas vissem a realidade”, disse Coombs a uma afiliada da emissora americana CNN. “Depois disso, ele veio até mim, nos abraçamos e comecei a chorar com ele.”

O início do ano escolar nos EUA fez com que pais e educadores entrassem em conflito com o retorno às aulas presenciais durante a pandemia. O coronavírus infectou quase 6 milhões de pessoas no país, causando cerca de 180 mil mortes, de acordo com dados da universidade Johns Hopkins.

A maioria das escolas americanas decidiram começar o ano letivo de maneira integralmente virual. Algumas instituições optaram pelo retorno presencial e outras adotaram um modelo híbrido.

Alguns estudos, como uma pesquisa publicada ainda este mês pela Associação Americana de Pediatria e pela Associação de Hospitais Infantis, mostraram que crianças podem contrair e espalhar o coronavírus com facilidade.

Alguns pediatras, no entanto, também alertam para as consequências negativas da educação à distância para crianças e suas famílias, principalmente quando os pais trabalham e não têm acesso a serviços de cuidado infantil.

“Educação é essencial para as crianças, e é muito mais do que ‘um mais um igual a dois'”, disse Coombs. “Socialização e experiências reais é a melhor forma de aprendizado para as crianças.”

Coombs, que tem outros três filhos, sente pelas famílias que enfrentam a situação. “Fazer malabrismo em casa, ter crianças para cuidar, receber diversos e-mails diariamente de todos os seus professores, tentar manter tudo em ordem, diferentes aplicativos, senhas, plataformas, links que não funcionam”, disse a mãe. “Corro de um laptop a outro.”

Ela reconhece, no entanto, o esforço dos professores. “Eles fazem de tudo para deixar o processo o menos doloroso possível.”

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