Mundo

Boris Johnson vai suspender restrições à pandemia no Reino Unido

A partir de 17 de maio, britânicos poderão se reunir em ambientes fechados, com no máximo seis pessoas ou duas famílias

Reino Unido: o coronavírus causou mais de 127.000 mortes no Reino Unido, o país mais afetado da Europa (Henry Nicholls/Reuters)

Reino Unido: o coronavírus causou mais de 127.000 mortes no Reino Unido, o país mais afetado da Europa (Henry Nicholls/Reuters)

A

AFP

Publicado em 9 de maio de 2021 às 20h00.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai confirmar na segunda-feira a flexibilização das restrições relacionadas à pandemia de covid-19, com base na melhora da situação sanitária, informou seu gabinete neste domingo (9).

O líder conservador vai anunciar a terceira etapa do plano de desconfinamento na tarde desta segunda-feira, após fazer um balanço com seus ministros pela manhã. A suspensão das restrições entrará em vigor no dia 17 de maio, coincidindo com a flexibilização de algumas restrições às viagens ao exterior.

A partir dessa data, os britânicos poderão se reunir em ambientes fechados, com no máximo seis pessoas ou duas famílias. O ministro de Estado, Michael Gove, disse à BBC neste domingo que o governo quer mais uma vez permitir "o contato entre amigos e familiares", que terão a possibilidade de se abraçar.

Os famosos pubs e restaurantes poderão voltar a atender seus clientes em ambientes fechados, e os casamentos poderão ter até 30 convidados. Ao ar livre, aglomerações de mais de 30 pessoas permanecerão proibidas.

O coronavírus causou mais de 127.000 mortes no Reino Unido, o país mais afetado da Europa. Mas as taxas de infecção caíram para o nível mais baixo desde setembro, enquanto as hospitalizações também estão caindo, atingindo níveis baixos em algumas áreas, informou Downing Street.

Avaliações do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) mostram que uma em 1.180 pessoas está infectada com covid-19, em comparação com 1 em 480 no início de abril.

Desde o lançamento da campanha de vacinação no início de dezembro, mais de 35 milhões de pessoas receberam a primeira inoculação da vacina contra a covid-19 e o governo diz que está "no caminho" para atingir sua meta de oferecer uma primeira dose a todos os adultos até o final de julho.

"Os dados refletem o que já sabíamos: não vamos permitir que esse vírus vença", declarou Boris Johnson em um comunicado divulgado por Downing Street. “Nosso programa de vacinação continua a ser bem-sucedido, mais de dois terços dos adultos no Reino Unido já receberam a primeira dose e agora podemos desconfinar de maneira prudente, mas irreversível".

  • Quer saber tudo sobre a política internacional? Assine a EXAME e fique por dentro.
Acompanhe tudo sobre:Boris JohnsonCoronavírusPandemiaReino Unido

Mais de Mundo

Putin no Vietnã: presidente fala em criar 'arquitetura de segurança fiável' para Ásia-Pacífico

Sanções da União Europeia atingem gás da Rússia pela primeira vez

Após apagão geral, 95% do fornecimento de energia é restabelecido no Equador

Mudanças climáticas aumentam 35 vezes a probabilidade de ondas de calor nas Américas

Mais na Exame