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Boris Johnson diz que o Reino Unido já vacinou mais de 1/3 da população

O Premiê comentou que, apesar do arrefecimento e da vacinação, o número de pacientes internados com covid-19 segue em níveis maiores do que no auge da primeira onda

Reino Unido: milhões de crianças e adolescentes do Reino Unido voltaram para as salas de aulas nesta segunda-feira (Henry Nicholls/Reuters)

Reino Unido: milhões de crianças e adolescentes do Reino Unido voltaram para as salas de aulas nesta segunda-feira (Henry Nicholls/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 8 de março de 2021 às 17h14.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, informou nesta segunda-feira, 8, que mais de 1/3 da população do Reino Unido já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus. Em entrevista coletiva, o premiê afirmou que os dados recentes da epidemia no país são "positivos", mas que há riscos. "É vital que as pessoas continuem seguindo as diretrizes do governo", disse.

Johnson comentou que, apesar do arrefecimento, o número de pacientes internados para o tratamento da covid-19 segue em níveis maiores do que no auge da primeira onda, em março de 2020 e ainda representa sobrecarga ao sistema de saúde.

O primeiro-ministro comemorou a reabertura das escolas e disse que, no momento, o maior perigo é de que crianças fiquem longe das salas de aula. O político explicou que o governo avalia maneiras de implementar um possível certificado de vacinação, para permitir novas liberdades à circulação de pessoas.

A médica-chefe adjunta da Inglaterra, Jenny Harries, afirmou que o volume de casos retornou aos níveis de setembro, mas ainda está elevado e pode desencadear uma nova onda de infecções, se as pessoas baixarem a guarda. Ela garantiu que, ao tomar novas decisões sobre o relaxamento do lockdown, o governo vai considerar uma série de dados, entre eles a disseminação de variantes do vírus.

Questionado sobre a implementação do acordo comercial com a União Europeia, Johnson reconheceu que há problemas "temporários e técnicos" no processo, mas disse que eles serão consertados e defendeu o tratado, que, na visão dele, permitirá que os britânicos tenham mais liberdade na condução de suas políticas.

Reino Unido reabre escolas em início de plano de desconfinamento

Milhões de crianças e adolescentes do Reino Unido voltaram para as salas de aulas nesta segunda-feira, 8, pela primeira vez em dois meses, após terem aguentado seu segundo período prolongado em casa por causa de um bloqueio nacional para desacelerar o disseminação da covid-19.

A reabertura das escolas a todos os alunos é o primeira passo em um plano governamental de quatro estágios. O objetivo é tentar prevenir o país contra um novo surto de infecções após uma devastadora onda de casos no inverno que sobrecarregou os hospitais.

Desde o início da pandemia, o Reino Unido registrou 124.500 mortes, o o quinto maior número no mundo e o pior na Europa. Para adultos na Inglaterra, o lockdown continua em vigor, com contato social restrito, pessoas sob ordens de permanecer em casa, exceto por motivos essenciais e a maioria das lojas fechadas. Cafés e restaurantes só podem oferecer comida para viagem ou entrega.

"Recuperar todas as escolas tem sido nossa prioridade e o primeiro passo do nosso roteiro de volta à normalidade", escreveu no Twitter o primeiro-ministro Boris Johnson. A reabertura de escolas é um grande alívio para milhões de pais que passaram meses fazendo malabarismos com o trabalho e as crianças em casa.

Alunos da escola primária voltam para suas salas de aula e playgrounds com algumas regras novas, como a impossibilidade de brincar com uma criança de fora de uma "bolha" definida, chegadas e partidas escalonadas e lavagem das mãos frequente. Para escolas secundárias, os requisitos são maiores: testes em massa para os adolescentes - uma dor de cabeça logística para escolas - e obrigatoriedade do uso de máscara.

Apesar das restrições, é consenso que levar crianças de volta às escolas é urgente para sua saúde mental, educação e oportunidades de vida. A maioria dos alunos havia perdido mais de três meses de escola na primavera e no início do verão de 2020, quando o Reino Unido esteve sob seu primeiro bloqueio nacional.

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