Marketing

Quatro mudanças já causadas pela IA no marketing

Alardeada como o futuro do mundo do trabalho e negócios, a inteligência artificial já provoca mudanças nos departamentos de marketing, mesmo com pouco tempo de lançamento das principais ferramentas

Foram necessárias reformas políticas importantes para garantir uma democracia genuína durante Revolução Industrial; o mesmo desafio nos confronta hoje
 (Stanislaw Pytel/Getty Images)

Foram necessárias reformas políticas importantes para garantir uma democracia genuína durante Revolução Industrial; o mesmo desafio nos confronta hoje (Stanislaw Pytel/Getty Images)

EXAME Solutions
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Publicado em 22 de setembro de 2023 às 08h00.

Última atualização em 23 de outubro de 2023 às 17h56.

Qual a estratégia de inteligência artificial para sua empresa? Segundo uma pesquisa da Salesforce, 68% dos profissionais de marketing afirmam contar com uma estratégia de IA totalmente definida em 2022, comparado a 60%, em 2021, e 57%, em 2020.

As mudanças geradas pela tecnologia para o marketing envolvem desde o surgimento de novas funções até como lidar com dados de forma qualitativa. 

E não é como se o assunto tivesse acabado de surgir junto com o chat GPT e companhia, explica Fernanda Belfort, head de soluções de marketing da Salesforce. A inteligência artificial vem sendo utilizada, basicamente, para a análise de dados e para a geração de conteúdos. “Tem a parte que sabe que está usando inteligência artificial e outra que não sabe”, diz. 

Entenda como a IA já está impactando o modo como os departamentos de marketing das empresas atuam.

Geração de conteúdo por ferramentas

É a forma mais comum no dia a dia de um profissional de marketing, com o uso de ferramentas de geração de texto para tirar insights e produzir conteúdos com o auxílio de ferramentas como o chat GPT, Perplexity.AI ou Bard, por exemplo.  

Ao mesmo tempo, Flavio Nijs, diretor-geral de Experience da Wake, ressalta que há o risco da homogeneização de conteúdos e que, de certa forma, pode interferir no processo criativo ou “emburrecer”. “É parecido com usar uma calculadora ou fazer a conta de cabeça? Se eu só faço a conta de somar na calculadora, tem alguma coisa errada”, diz.

Segmentação e personalização da audiência 

Antes, o marqueteiro colocava uma peça publicitária na televisão sem saber nada sobre as pessoas que estavam consumindo, analisa Fernanda Belfort. “Não tinha formas de falar de um jeito personalizado com a audiência, e hoje a gente tem”, diz.

Com a inteligência artificial, que é responsável por processar e interpretar uma grande quantidade de dados, é possível traçar estratégias para conseguir personalizar conversas, conteúdos, e segmentar de forma mais adequada peças publicitárias. Tudo por meio de informações estruturadas.

Surgimento de novas funções 

Lembra-se da imagem do papa Francisco de casaco branco? A foto, proveniente de um programa de IA generativa, foi possível graças a um “prompt” (ou comando) altamente detalhada. “É um prompt que tem uma linguagem técnica de fotografia. Ela dá conta da maneira como essa foto foi tirada, numa câmera tal, com uma abertura desse jeito, com tal iluminação”, diz Fernanda Belfort. 

Para que a máquina dê resultados mais precisos, é necessário um comando mais especializado. Segundo a executiva, esse é um momento de surgimento de novas profissões, como aquela que conversa com ferramentas de inteligência artificial como o chat GPT. 

Foco em análise de dados 

A tecnologia veio para otimizar os processos de marketing, diz Diogo Cortiz, cientista cognitivo e professor da PUC-SP.  Para ele, a análise de dados é essencial para a criação de insights e até encontrar padrões. Mas, para isso, é necessário ter uma base de dados estruturadas, ou seja, de uma forma que algoritmos consigam ler e interpretar os conteúdos.

Isso deve gerar mais oportunidades para engenheiros de dados e também levar as empresas a focar em desenvolver seus departamentos específicos para alimentar operações com IA.

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