Marketing

Entrevista com Brad Pitt ganha preço: até 3 mil dólares

Quem cobra é a Alliance, distribuidora do novo filme do ator, "Killing Them Softly; empresa se justifica dizendo que investe muito na divulgação da obra

Para estabeleçar os valores, uma tabela de custos chegou a ser enviada para as redações de jornais (Divulgação)

Para estabeleçar os valores, uma tabela de custos chegou a ser enviada para as redações de jornais (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de maio de 2012 às 23h30.

São Paulo - O conceito de divulgação de uma obra com fins lucrativos parece estar nublado para alguns produtores da sétima arte.

Pela primeira vez na história do Festival de Cannes, uma empresa de distribuição estipulou uma taxa para jornalistas entrevistarem celebridades de Hollywood. Alguns nomes mais "quentes", como Brad Pitt, receberam preço maior: no caso dele, 2.500 euros (quase 3 mil dólares) por 20 minutos de papo. 

Quem cobra é a Alliance, distribuidora do novo filme do ator, "Killing Them Softly", sob a justificativa de que investe muito dinheiro na divulgação e que não é justo os jornalistas terem acesso às celebridades de graça. As informações são do site alemão Der Spiegel.

Apesar de ser novidade em Cannes, a prática não é inédita: a mesma produtora atacou no Canadá, cobrando por encontros com Pitt e Kristen Stewart, protagonista da franquia Crepúsculo. Uma conversa com Stewart foi definida em 1.293 dólares, em média. 

Para estabeleçar os valores, uma tabela de custos chegou a ser enviada para as redações de jornais. O preço varia de acordo com a mídia, impressa ou TV, ou se entrevista será feita individualmente ou em grupo. A iniciativa, é claro, não está sendo bem recebida por jornalistas, que argumentam contra a abertura de um perigoso (e caro) precedente.  

Acompanhe tudo sobre:ArteCelebridadesCinemaEntretenimentoEntrevistasMídiaServiços

Mais de Marketing

Maior youtuber do mundo, MrBeast inaugura rede de hamburguerias no Brasil

Adesivos simulam enchentes no RS em pontos turísticos de SP: 'E se a água subisse até aqui?'

Lu, do Magalu, veste nova camisa do Corinthians em apoio à causa antirracista

Ela transformou networking em negócio e deve faturar R$ 100 milhões em 2024

Mais na Exame