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Comitê Rio 2016 já negocia cota de telecomunicações

Próxima categoria a ser comercializada deve ser de uniformes. Plano deve ser flexível

Rio 2016: na área de telecomunicações, disputa por cotas deve ser mais longa do que foi para seguros e serviços financeiros (Oscar Cabral/Veja)

Rio 2016: na área de telecomunicações, disputa por cotas deve ser mais longa do que foi para seguros e serviços financeiros (Oscar Cabral/Veja)

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Da Redação

Publicado em 3 de dezembro de 2010 às 10h52.

São Paulo - As empresas de telecomunicações que tem potencial para patrocinar os Jogos Olímpicos Rio 2016 receberam nesta quinta-feira (02) uma carta apresentando o projeto de patrocínio aos jogos do Rio. Este é o primeiro passo no processo que definirá o patrocinador da área para as Olimpíadas de 2016. 

Provavelmente ainda este ano, o Comitê Organizador dos jogos iniciará o processo para a definição de mais um patrocinador, o dos uniformes. Este é um pedido do COI (Comitê Olímpico Internacional), pois alguns campeonatos esportivos que serão realizados em 20111 envolvem este patrocínio.

Já na área de telecomunicações a disputa deverá ser mais longa. Leonardo Gryner, diretor do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, explicou que todos os patrocínios envolvem um montante em dinheiro e serviços. Segundo ele, mais de cem páginas integram o material que detalha as especificidades necessárias para ser patrocinador olímpico na área de telecomunicações. “Por conta disso acho que o processo será mais longo, ao contrário da área de seguros e serviços financeiros, que eram apenas duas páginas de exigências”, informou, citando a categoria que já teve patrocinadores definidos, o Bradesco e o Bradesco Seguros.

As informações foram passadas durante o evento de apresentação do plano comercial das Olimpíadas Rio 2016, realizado no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (02). O encontro contou com a participação de representantes de grandes empresas e agências de publicidade do País. 

A diretora comercial do Comitê, Maggie Sanchez, informou que há flexibilidade no plano de comercialização, por conta dos diferentes objetivos dos anunciantes. “Enquanto uns querem gerar negócios, o foco de outros é a marca e tem aqueles que miram a competitividade. Nosso programa comercial oferece oportunidades de levar o seu negócio a outro nível”, disse.

O Comitê tem o cuidado de ter um programa que visa auxiliar o anunciante a obter retorno máximo e, por conta disso, oferece alguns serviços aos seus parceiros. “Temos um time experiente para ajudar na ativação da marca; teremos workshops; desenvolveremos oportunidades de networking e recursos online, entre outras iniciativas”, colocou. 

O diretor do Comitê Organizador dos jogos explicou que existem inúmeras possibilidades de ativação de marca até 2016, como o desenvolvimento de campanhas de comunicação; o lançamento de produtos e serviços; promoções; o incentivo a força de vendas; a criação de serviços para atletas; o desenvolvimento de infraestrutura para o evento e o acesso exclusivo para áreas de hospitalidade. 

Entre as atividades ligadas aos jogos que serão desenvolvidas até 2016 estão a chegada e o tour da bandeira olímpica em 2012; cerimônias de contagem regressiva; lançamentos de uniformes, marcas e pictogramas; a montagem da Casa Brasil em Londres e Sochi; criação de megastores,e o lançamento de produtos licenciados, entre outras iniciativas. “O patrocinador pode ter seu espaço em todos estes eventos”, esclareceu.

Bradesco larga na frente

O Bradesco é o primeiro patrocinador local do jogos do Rio e com isso tem a prioridade nas áreas de serviços bancários e seguros, esta através da Bradesco Seguros. Com isso, ele terá a prioridade na prestação de serviços como a instalação de caixas eletrônicos nos locais das competições; abertura de contas bancárias para atletas; seguros de atletas e estádios, entre outros. O anunciante adquiriu a cota olímpica por USS 320 milhões.

“É um momento ímpar na história do Brasil. Nossa parceria com o Rio de Janeiro vem de longa data, quando começamos a investir no vôlei, em 1943. O Bradesco tem um compromisso com o esporte e quer deixar um legado. Temos três pilares de atuação: a cultura, o investimento na formação de atletas e deixar um legado de infraestrutura”, informou Jorge Nasser, diretor de marketing do Bradesco. 

O contrato entre o anunciante e o Comitê Rio 2016 envolve o incentivo ao esporte, que já é feito pelo banco com o apoio a seis confederações esportivas brasileiras e que será mantido. “Apoiamos a natação, remo, vela, rugby, basquete e judô”, disse. Como patrocinador olímpico local dos jogos Rio 2016, o Bradesco poderá associar o seu nome aos jogos a partir de 1º de janeiro de 2011. “Mas ainda não temos previsão para o lançamento de uma campanha publicitária. No momento, estamos estudando todas as possibilidades que esta parceria nos traz”, concluiu.

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