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50 startups: Com dados, a NoAlvo anuncia onde as pessoas realmente estão

A startup NoAlvo mapeia os melhores pontos para exibição de mídia exterior a partir da coleta de dados como fluxo em tempo real

Gustavo Godim e Heitor Estrela, fundadores da NoAlvo (NoAlvo/Divulgação)

Gustavo Godim e Heitor Estrela, fundadores da NoAlvo (NoAlvo/Divulgação)

Marina Filippe

Marina Filippe

Publicado em 23 de fevereiro de 2021 às 09h00.

Última atualização em 1 de março de 2021 às 11h40.

Esta reportagem faz parte da série "50 startups que mudam o Brasil", publicada na EXAME. Conheça as demais empresas selecionadas.

A startup NoAlvo, fundada em 2016 por Heitor Estrela e Gustavo Godim, pretende revolucionar o mercado publicitário de mídia exterior ao ajudar anunciantes e agências a mapear os melhores pontos para exibir seus anúncios a partir da coleta de dados como fluxo em tempo real e perfil de pessoas que passam pelo local.

"Este é um mercado fragmentado com  mais de 2 mil empresas donas de espaços publicitários. Somos uma espécie de marketplace que cruza informações e ajuda as anunciantes a conquistarem melhores resultados”, afirma Estrela.

O modelo de negócio já chamou a atenção de investidores resultando em aportes que juntos somam cerca de 3 milhões de reais. Além de uma carteira de 200 clientes, entre eles P&G, Burger King e Amazon.

Na pandemia, com a diminuição do fluxo de pessoas em determinadas áreas das cidades -- como os centros empresariais -- a NoAlvo conseguiu direcionar os anúncios para novos pontos, como telas em postos de combustíveis e supermercados. "Nos primeiros meses tivemos queda de 40% no faturamento, mas que depois passou a se reestabelecer graças a flexibilidade do modelo de atuação", diz.

Além disso, as anunciantes buscam cada vez mais resultado com menos custo operacional. Em um dos clientes da NoAlvo foi possível diminuir o custo por mil impressões de R$17,50 para R$5. Outro resultado positivo foi que ao invés de contratar 280 pontos para anúncio era possível trabalhar com 200 e ainda assim ter um impacto 138% maior.

"No Brasil, a mídia exterior corresponde a cerca de 10% do mercado publicitário, o que desperta o potencial de crescimento da NoAlvo a partir de dados e resultados consolidados como estes", diz Estrela.

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