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As ações da fabricante de ônibus Marcopolo (POMO4) sobem no pregão desta terça-feira, com investidores reagindo aos números do quarto trimestre divulgados pela manhã. Os papéis chegaram a abrir em queda, mas, às 11h30, eram negociados em alta de 1,5%. As ações da Marcopolo esteve entre as small caps que mais subiram em 2023, com valorização de 156%.

O movimento é reflexo do momento positivo da companhia. O lucro líquido da Marcopolo foi de R$ 274,2 milhões no quarto trimestre, 2,7% acima que no mesmo período de 2022. No acumulado de 2023, o lucro ficou em R$ 811 milhões, 85,6% maior que o registrado no ano anterior. A maior rentabilidade foi acompanhada de um crescimento de receita de 14,6% no quarto trimestre e de 23,4% no ano para R$ 2,05 bilhões e R$ 6,02 bilhões, respectivamente. O Retorno Sobre Patrimônio (ROE) foi de 25,6%, em 2023, contra 15%, em 2022. A margem líquida subiu de 8,1% para 12,1%.

O maior crescimento da Marcopolo em receita se deu no exterior, que corresponde a cerca de um quinto do faturamento da empresa. Em 2023, a receita proveniente do exterior cresceu 50% para 1,83 bilhão, enquanto as do Brasil tiveram uma expansão de 26,4% para R$ 3,18 bilhões. As receitas de exportação caíram 18,5% para R$ 830 milhões.

Os números na produção brasileira foram puxados especialmente pelos ônibus rodoviários, enquanto houve queda dos urbanos em 2023. Analistas do BTG consideram que o melhor mix de modelos da Marcopolo teve um impacto importante no resultado de 2023.

"Essa conquista é resultado de uma forte transformação entre 2020 e 2023, em um mercado com volumes abaixo dos níveis de 2019. Olhando para frente, esperamos que a Marcopolo se beneficie de uma indústria de ônibus mais sólida, especialmente se a empresa conseguir sustentar retornos mais altos", avalia o BTG Pactual em relatório. 

Há espaço para subir mais?

O preço-alvo mediano de cinco análises compiladas pela Marketscreener é de R$ 8,9, cerca de 9% acima da cotação atual das ações. Todos os cinco analistas recomendam a compra do papel. Pela análise mais otimista, o papel teria ainda um potencial de alta de 30%. Os preços-alvos, no entanto, têm sido revisados constantemente para cima nos últimos meses. O BTG é o que tem o preço-alvo mais baixo para a ação, de R$ 5,5. Embora o valor indique um potencial de queda, os analistas seguem confiantes na tese.

"No geral, mantemos uma visão otimista e esperamos que a tendência positiva persista nos próximos trimestres, impulsionada por um ambiente favorável. Reiteramos nossa recomendação de compra", afirma o relatório divulgado após o balanço desta manhã.

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