Veja o impacto da alta da Selic em cada modalidade de empréstimo

Simulações feitas pela Anefac mostram o quanto as dívidas ficaram mais caras com a alta dos juros
Em dívidas mais longas, o impacto no bolso do consumidor é relevante (./Divulgação)
Em dívidas mais longas, o impacto no bolso do consumidor é relevante (./Divulgação)
Por Marília AlmeidaPublicado em 21/01/2022 06:00 | Última atualização em 21/01/2022 08:13Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A intensa alta da taxa Selic, que passou de 2% ao ano, mínima histórica registrada até março do ano passado, para o atual patamar de 9,25% ao ano, deixou as dívidas tomadas na forma de empréstimo mais caras. Sobre isso não há dúvidas. Mas o quão mais caras elas ficaram?

Para esclarecer essas questões, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) montou simulações com base nas taxas médias cobradas em cada modalidade de crédito e as comparou com as mesmas taxas com a Selic a 2%.

Vale esclarecer que, na prática, as taxas de juros atuais são ainda mais elevadas, dado que há uma defasagem na divulgação dos juros médios cobrados no sistema financeiro nacional.

Enquanto que, no caso de crédito com prazo mais curto, como o cheque especial e o crédito rotativo, o efeito da elevação dos juros é menor, em dívidas mais longas, como o financiamento do carro e da casa, o impacto no bolso do consumidor é relevante.

EXAME lança e-book gratuito com 30 formas práticas de ter renda extra: baixe agora mesmoVeja abaixo o quanto o consumidor paga a mais por dívidas com a Selic a 9,25% ao ano:

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É importante esclarecer que as simulações acima utilizam como referência taxas de juros médias do sistema financeiro, mas elas variam conforme a instituição financeira.

Como existem variações expressivas entre as taxas cobradas em cada banco e em cada modalidade de crédito, a Anefac faz sete recomendações:

1. Faça comparações

Pesquise sempre as taxa de juros e o Custo Efetivo Total (CET) de cada operação antes de decidir contrair um empréstimo. Faça comparações entre diferentes instituições financeiras e escolha a mais vantajosa.

2. Limite o peso das dívidas

Evite comprometer boa parte do orçamento com dívidas. Especialistas em finanças apontam que os gastos obrigatórios, como habitação, transporte, alimentação etc., não devem exceder 50% da renda mensal.

3. Evite dívidas de longo prazo

Empréstimos de longo prazo, ou seja, com parcelamentos que vão durar muitos anos, têm incidência maior de juros e, portanto, custos maiores.

4. Escolha crédito com juros menores

Prefira linhas de crédito mais baratas, como o crédito consignado com desconto em folha de pagamento.

5. Fuja sempre do cartão de crédito e do cheque especial

Evite sempre atrasar o pagamento da fatura do cartão de crédito para não entrar no rotativo e evite entrar no cheque especial, pois ambas as modalidades possuem as maiores taxas de juros, em geral acima de 200% ao ano.

6. Renegocie dívidas

Não deixe dívidas crescerem ainda mais por causa dos juros de mora e multas. Procure o credor e proponha uma renegociação do prazo e das taxas em condição que consiga pagar. Bancos em geral aceitam renegociações.

7. Planeje a compra à vista

Se possível, adie compras parceladas; prefira primeiro juntar dinheiro e comprar à vista, evitando os juros.

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