Minhas Finanças

A hora de sair

Como cada um dos planos de previdência calcula e paga seus benefícios

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h33.

Priorizar nos meus resultados Google

Você conseguiu. Juntou dinheiro suficiente para se aposentar com tranqüilidade. Chegou o momento, então, de colher o fruto de seu trabalho. São cinco os principais tipos de renda que você poderá receber de seu plano de previdência. Veja quais são, e as vantagens e as desvantagens de cada um:

1. RENDA VITALICIA É a renda que se obtém no fim do prazo de poupança estabelecido no contrato. É calculada de acordo com três fatores: o dinheiro acumulado, a expectativa de vida do investidor no momento da aposentadoria e a taxa de juro estimada para valorizar seu investimento. Sua vantagem é a garantia de receber um pagamento corrigido por um índice de preços (normalmente o IGP-M) até o fim da vida. A desvantagem é que o benefício cessa com a morte do investidor, seja um ano, seja 30 anos após o início do pagamento do benefício. "O participante não deixa herança para ninguém", diz Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Vida e Previdência.

2. RENDA VITALICIA REVERSIVEL Trata-se da renda que não termina com a morte do titular, sendo repassada a um beneficiário, que continua a receber até a morte. Pode-se programar, por exemplo, que o marido ou a mulher receba 70% do benefício original. A vantagem: seus dependentes não ficarão na mão. A desvantagem é que, com a inclusão da sobrevida do beneficiário indicado nos cálculos, a renda diminui. Outra desvantagem é o fim da obrigação de reversão caso o beneficiário morra antes do investidor.

3. RENDA VITALICIA COM PRAZO MINIMO GARANTIDO A diferença em relação à renda vitalícia com reversão é o pagamento do benefício aos sucessores, mesmo que o investidor e seu beneficiário morram. Isso vale por tempo determinado. Por exemplo, 20 anos. O prazo mínimo pode garantir a manutenção de filhos pequenos. A desvantagem: o valor inicial também perde para a renda vitalícia.

4. RENDA TEMPORARIA É a menos utilizada. O investidor determina por quanto tempo quer receber a renda. Por exemplo, dos 50 aos 70 anos de idade. Essa opção se destina a quem tem compromissos financeiros com prazo determinado, como pagar a faculdade dos filhos ou quitar a casa própria. A renda temporária chega ao fim no prazo estabelecido ou com a morte do investidor. A renda temporária é maior que a vitalícia, pois a seguradora não corre o risco de o investidor sobreviver anos a fio e consumir os recursos da empresa. O poupador que viver muito, porém, pode enfrentar dificuldades depois do prazo estabelecido.

5. RENDA EM COTAS Opção que somente os fundos de pensão, sem fins lucrativos, oferecem. Todo ano, o investidor determina um percentual do dinheiro acumulado que deseja receber mensalmente. Em caso de morte, o patrimônio restante é repassado aos sucessores.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Minhas Finanças

Mega da Virada 2026 tem prêmio de mais de R$ 1 bilhão; veja como apostar

Banco do Brasil apresenta instabilidade no aplicativo nesta terça-feira

Como as midterms nos EUA podem mexer com seus investimentos? Veja o que está em jogo

INSS retoma depósitos nesta terça-feira, 3; veja o calendário completo