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Quais foram os fundos mais rentáveis de 2022?

Retornos chegam a superar 100% no ano; fundos multimercados e monoativos lideram as primeiras posições

Symbol for positiv trend, rising growth or positiv earnings. There is place to add text. 3D illustration. (Torsten Asmus/Getty Images)

Symbol for positiv trend, rising growth or positiv earnings. There is place to add text. 3D illustration. (Torsten Asmus/Getty Images)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 17 de janeiro de 2023 às 06h30.

Última atualização em 17 de janeiro de 2023 às 08h36.

Apesar do ano desafiador para a renda variável, fundos multimercados e monoativos de ações apresentaram as maiores rentabilidades da indústria brasileira em 2022, de acordo com levantamento da TC Economatica feito à pedido da Exame Invest. A seleção considerou apenas fundos de condomínio aberto e com ao menos 100 cotistas.

O mais rentável do ano foi o Bradesco Cielo FIA. Com 1.431 investidores ao fim de 2022, o fundo rendeu 137,6% investindo exclusivamente em ações da Cielo. O retorno foi semelhante ao do BB Ações Cielo FIA, que segue a mesma lógica, com 10.942 cotistas.

Embora elevado, as rentabilidades foram inferiores à apresentada pela própria ação, que encerrou o ano em alta de 142,6%. Uma das principais diferenças é que ao investir por meio do fundo, o investidor tem que pagar pela taxas de administração, que, no caso do Bradesco e BB Cielo FIA, são de 1,5% ao ano.

"Nunca usamos os fundos monoativos por entender que é um veículo caro para se expor. Há um custo anual mais alto que não faz sentido", disse João Sá, co-head de investimentos da Arton Advisors.

Desconsiderando os fundos monoativos, o BDR Avarga, pela BDR Asset, foi o que mais rendeu: 135,59% no ano. Multimercado, o BDR Avarga tem mandato bastante amplo, podendo investir em moedas, ações, juros, commodities e dívida. Ainda há a possibilidade de o fundo fazer aportes no exterior, se alavancar e concentrar o portfólio em poucos ativos -- o que pode aumentar seu potencial de ganho ou de perda, em outras palavras, o risco.

Apesar dos retornos robustos proporcionados pelo BDR Avarga em 2022, a performance não foi suficiente para apagar as perdas acumuladas desde sua criação, no fim de 2020. Em 2021, o fundo encerrou seu primeiro ano inteiro com perdas de 60,45%. Ao fim de 2022, o retorno acumulado do BDR Avarga era negativo em 6,61%.

Entre os fundos de ações, desconsiderando os monoativos, somente dois figuraram entre os 100 mais rentáveis de 2022. Foram os fundos Charles River FIA e o BTG Pactual Absoluto LS FIC FIA, que teve o melhor retorno entre eles, de 27,97% no ano.

A flexibilidade para montar posições contribuiu com  retorno expressivo do fundo do BTG, mesmo em um ano apático do Ibovespa (que fechou 2022 com alta de 4,69%). Habilitado para fazer apostas long (visando a alta da ação) ou short (visando a queda), o BTG Pactual Absoluto LS FIC FIA pode se beneficiar tanto de um cenário favorável quanto de um adverso para o mercado acionário. Criado em 2012, o fundo encerrou 2022 com retorno acumulado de 238%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 147%.

 

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