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PIB da China, Americanas em risco de calote, Oi suspende guidance e o que mais move o mercado

Economia chinesa cresce acima do esperado para 2022, mas tem pior ano de expansão desde a década de 1970

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Feira de em Festival em Shenzhen, na China: PIB fecha 2022 acima do esperado (VCG/VCG/Getty Images)

Feira de em Festival em Shenzhen, na China: PIB fecha 2022 acima do esperado (VCG/VCG/Getty Images)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 17 de janeiro de 2023, 08h06.

Última atualização em 17 de janeiro de 2023, 09h12.

Dados divulgados na China na noite passada mostraram uma economia local mais forte do que previam os economistas. O PIB encerrou a 3% no acumulado de 2022, ano de menor crescimento da economia chinesa desde 1976. A expansão também ficou abaixo da meta de 5,5% do governo chinês. Mas o mercado esperava por uma economia ainda mais fraca na China, afetada pela política de tolerância zero contra a covid.

No quarto trimestre, o PIB chinês cresceu 2,9% na comparação anual, bem acima das expectativas de 1,8% de alta. Os números também saíram melhores que o esperado para a taxa de desemprego, que caiu de 5,7% para 5,5%, e para as vendas do varejo, que encerraram dezembro com uma contração anual de 1,9% ante o consenso de queda de 8,6%.

Apesar dos números acima das expectativas, as reações no mercado asiático foram contidas. Bolsas de Xangai e Hong Kong encerraram o pregão desta terça-feira, 17, em leve queda, dando uma pausa ao rali dos últimos dias. Motivadas pelas expectativas de uma maior reabertura econômica em 2023, bolsas de Hong Kong e Xangai acumulam 9,1% e 4,4% de alta nos primeiros pregões do ano.

Após o início de ano positivo, nesta terça, o tom também é de cautela nos mercados do Ocidente. Nos Estados Unidos, onde as bolsas voltam a abrir após o feriado de Martin Luther King, índices futuros operam em queda, enquanto investidores aguardam por balanços dos bancos. Nesta manhã, Goldman Sachs e Morgan Stanley divulgarão seus resultados do quarto trimestre. Na última sexta-feira, 13, sinais de recessão presentes em balanços de outros bancos do país, como o J.P. Morgan, mantiveram investidores em alerta.

O medo é de que os bancos centrais mantenham as taxas de juros elevadas por mais tempo, forçando a economia global para baixo. As preocupações também seguem presentes no mercado europeu, atento às falas de membros do Banco Central Europeu (BCE). A grande expectativa é para o discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde, no Forum Econômico de Davos, na quinta-feira, 19.

Americanas em risco de calote 

A agência de classificação de risco S&P rebaixou a nota de crédito da Americanas para "D", que significa risco de calote. A S&P já havia rebaixado a Americanas (AMER3) após a empresa ter descoberto falhas contábeis de R$ 20 bilhões em seu balanços. Mas a medida cautelar obtida pela companhia que blindou a companhia por 30 dias de todas as obrigações dos instrumentos de dívido levou ao novo rebaixamento. 

"Consideramos a Americanas em default geral. Os ratings ‘D’ refletem nossa visão de que a tutela cautelar concedida à Americanas na última sexta-feira é semelhante a um standstill, pois permite que a empresa não pague nenhuma de suas obrigações relacionadas a instrumentos de dívida nos próximos 30 dias", afirmou a S&P. 

Oi suspende guidance

A Oi (OIBR3) informou na última noite que irá suspender o plano estratégico da companhia para os anos entre 2022 e 2024. Entre as metas estavam chegar a 8 milhões de casas conectadas com fibra e alcançar uma receita média de R$ 94 ao mês por casas. A suspensão d guidance, disse a empresa, foram necessárias "tendo em vista as relevantes mudanças no cenário macroeconômico brasileiro e a consequente contrapartida no ambiente competitivo e nas necessidades de financiamento da companhia".