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O mercado do petróleo foi um dos primeiros a sentir o impacto da guerra Israel-Hamas, deflagrada neste final de semana após ataques do grupo terrorista. O preço do barril inverteu a tendência de queda da semana passada e passou a subir mais de 4%. 

O petróleo Brent, referência global para a commodity, avança 4% por volta das 12h, negociado a US$ 88 o barril. Já o WTI, referência para o mercado americano, sobe 4,4% e é negociado a US$ 86.

Vale lembrar que as regiões da Palestina e Israel não são produtoras de petróleo, mas as incertezas sobre a escalada do conflito no Oriente Médio — região exportadora da commodity — deixam os investidores em compasso de espera. 

Israel possui apenas duas refinarias, enquanto os territórios palestinos não produzem petróleo, segundo informações da Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos. Ainda assim, o conflito está muito próximo do Irã, que é uma região produtora. O Irã, a propósito, negou hoje mais cedo que tenha ajudado o Hamas no planejamento do ataque terrorista.

A gasolina vai subir?

“Se o conflito escalar e isso se refletir no preço do petróleo, pode haver uma alta na gasolina. Mas estamos ainda na fase do “e se?”. No início do conflito que, infelizmente, pode durar bastante tempo. Não há como saber a dimensão”, avalia Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Arbetman lembra que a alta nos preços do petróleo não é repassada imediatamente pela Petrobras para as bombas de gasolina. Mas, caso a situação se consolide, a companhia será pressionada pelo mercado a reajustar os preços.

Sobe desce do petróleo

A commodity vinha em alta nos últimos meses com a expectativa de corte na oferta por parte de dois dos maiores exportadores, Arábia Saudita e Rússia: os dois países anunciaram no início de setembro que vão estender até o fim do ano os cortes voluntários da oferta de petróleo bruto. 

Na última semana, no entanto, prevaleceram os temores em relação às taxas de juro americanas. Se os juros continuarem altos por mais tempo nos Estados Unidos, como se espera, a demanda pelo petróleo pode diminuir, neutralizando o aperto da oferta.

O conflito Israel-Hamas bagunçou as expectativas, levando a commodity para cima mais uma vez.

Petroleiras sobem com guerra Israel-Hamas

As ações da Petrobras (PETR4) e das petroleiras privadas lideram as altas do Ibovespa após a disparada do petróleo, com altas acima de 4%.

  • PetroReconcavo (RECV3): + 6,53%
  • Prio (PRIO3): + 5,30%
  • Petrobras (PETR3): + 4,26%
  • Petrobras (PETR4): + 4,09%
  • 3R (RRRP3): + 4,11%

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